David Mercado/Reuters
David Mercado/Reuters

São Paulo pega a Católica e agora acredita em vaga

Tricolor encara chilenos embalado por boa fase no Campeonato Brasileiro

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Pensar há poucos dias que o São Paulo entraria para o segundo jogo contra a Universidad Católica pensando em continuar vivo na Copa Sul-Americana pareceria loucura. Mas a arrancada da zona de rebaixamento no Brasileirão deu oxigênio para que o time possa se concentrar na disputa continental e defenda o título para valer.

Motivados com a reação no Brasileiro – são cinco jogos de invencibilidade (quatro vitórias) que fizeram o Tricolor saltar para a décima posição, a sete pontos da degola –, os jogadores mudaram o discurso e veem capacidade de fazer bom papel nas duas frentes. “Se o Muricy quiser usar os titulares estamos à disposição, mas se for mudar alguém temos certeza de que temos opções de qualidade”, ponderou o zagueiro Edson Silva. Depois de empatar (1 a 1) no jogo de ida, o Tricolor precisa de uma vitória simples ou então empates a partir de 2 a 2 para se classificar. Nova igualdade em 1 a 1 leva o jogo para os pênaltis.

A parte física é o que mais preocupa o treinador. No jogo contra o Bahia no último fim de semana, diversos jogadores foram ao chão exaustos logo após a dramática vitória por 1 a 0 na Fonte Nova. Muricy recebeu aval da diretoria para priorizar o que achar mais adequado e disse que mandará para campo quem estiver melhor fisicamente. “Não podemos ser românticos. Para duas competições, não dá”, defende.

Mesmo com o respiro no Brasileiro, o técnico não quer saber de descanso até atingir distância mais confortável do pelotão dos últimos. Ainda assim todos os jogadores foram relacionados e existe boa possibilidade de a maioria dos titulares entrar em ação, mas outros tendem a ser poupados para evitar o desgaste excessivo. Ganso, por exemplo, deve ganhar descanso e dar lugar a Jadson. Rodrigo Caio, que não enfrentou o Bahia no fim de semana, deve voltar à equipe.

MOTIVAÇÃO

Independentemente de quem estiver em campo, a postura será diferente daquela apresentada no empate por 1 a 1 no primeiro jogo.

“Nosso momento hoje é diferente daquele, de um mês atrás, quando estávamos muito pressionados pela campanha no Brasileiro. Temos confiança de que podemos sair daqui classificados”, afirmou o goleiro Rogério Ceni, que tem na Sul-Americana a última chance de conquistar um título caso opte por se aposentar no fim do ano.

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