São Paulo pega o Paulista com cabeça na Libertadores

'O cálculo é o time chegar perto da Libertadores melhor. Está caminhando para isto', explica Muricy Ramalho

Alfredo Luiz Filho, Jornal da Tarde

20 de fevereiro de 2008 | 20h18

Começou a contagem regressiva do São Paulo para a estréia na Libertadores, marcada para a próxima quarta, dia 27, na Colômbia, contra o Nacional de Medellín. Para que nada dê errado, o técnico Muricy Ramalho corre contra o tempo para fazer ajustes. Vale até uma revolução no penúltimo teste, contra o Paulista, nesta quinta-feira, às 19h30, no Morumbi. "O cálculo é o time chegar perto da Libertadores melhor. Está caminhando para isto. Ainda não estou satisfeito, mas dá para ajustar a equipe em dois jogos, pois aqui se trabalha bem", promete o treinador. A verdade, porém, é que a perda da invencibilidade no Campeonato Paulista, na rodada passada - derrota por 3 a 2 para o Marília -, acendeu a luz de alerta. Principalmente pelo fato de o time ter sofrido três gols, algo que não acontecia desde as semifinais do Estadual do ano passado, quando foi eliminado pelo São Caetano (4 a 1). Inadmissível para o setor que foi tão elogiado durante o Campeonato Brasileiro de 2007, quando sofreu 19 gols em 36 jogos - uma das melhores defesas de todos os tempos. A bomba estourou nas mãos de Alex e Reasco. Os dois perderam espaço entre os titulares e só vão formar o banco de reservas nesta quinta à noite. Contra o Marília, o equatoriano teve mais uma atuação discreta. Longe do que mostrou durante sua passagem pela LDU e até mesmo na seleção de seu país. Como Joilson está machucado, ele será substituído pelo desconhecido Rafael, de 21 anos, que não joga há um ano por causa de suspensão, por ter adulterado a idade quando garoto. Alex também vai pagar pela atuação bisonha da última rodada. Mesmo sem André Dias, suspenso, e Alex Silva, se recuperando de cirurgia, Muricy Ramalho preferiu mexer no esquema a dar nova chance a Alex. O São Paulo jogará no 4-4-2, com o volante Zé Luís fazendo as vezes de terceiro zagueiro quando necessário. Richarlyson e Miranda são outros que voltam ao time. "O professor busca a equipe ideal. Dá tempo de preparar o time sim para a estréia. Não temos que inventar desculpas, todo mundo aqui sabe da responsabilidade de jogar no São Paulo", ressalta o atacante Borges, que mais uma vez será o parceiro de Aloísio - Adriano cumprirá seu segundo jogo de suspensão pela expulsão no clássico contra o Santos e volta ao time apenas no fim de semana.São PauloRogério Ceni; Rafael, Juninho, Miranda e Richarlyson; Fábio Santos, Zé Luis, Hernanes e Jorge Wagner; Borges e AloísioTécnico: Muricy RamalhoPaulistaAdinam; Bruno Ribeiro, Réver, Diego Padilha e Eduardo; Thiago Fraga, Jairo, Marco Aurélio e Ricardinho; Tiago Tremonti e Neto BaianoTécnico: GibaÁrbitro: Robério Pereira PiresEstádio: MorumbiHorário: 21h45Rádio: Eldorado/ESPN - AM 700TV: Pay-Per-View Outro aspecto que deixa claro a preocupação com o início na Libertadores diz respeito aos jogadores. Com um elenco enxuto nas mãos, Muricy já admite poupar atletas após o compromisso desta quinta para não ter nenhuma surpresa desagradável de última hora. O recado é claro: melhor prevenir do que arriscar a colocar o time ideal diante do Noroeste, no domingo, e perder alguma peça. "Não dá para saber como os caras estarão depois de quinta-feira, posso perder alguém para domingo já, mas talvez eu possa segurar alguém também. Com dois jogos seguidos não dá para recuperar ninguém", lembra o treinador. Dagoberto é um exemplo claro. O jogador sofreu uma lesão muscular há poucas semanas e, mesmo depois de recuperado, tem ficado apenas como opção na reserva. Não será diferente diante do Paulista. "Ainda precisamos tomar cuidado", avisa Muricy. "Às vezes a lesão muscular engana, pois a dor acaba, mas não existe a certeza que está curada."

Tudo o que sabemos sobre:
São Paulo FCPaulistaPaulistão A-1

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.