São Paulo pega time colombiano com a obrigação de vencer

Equipe de Muricy Ramalho encara o Atlético Nacional no Morumbi pela última rodada da Copa Libertadores

Martín Fernandez, O Estado de S. Paulo

22 de abril de 2008 | 20h24

Quando armou este time para disputar a Libertadores, o São Paulo tinha tudo planejado: chegaria à última rodada da fase de grupos classificado e enfrentaria o Atlético Nacional, no Morumbi, pensando apenas em garantir a melhor campanha da competição. Cinco jogos e um choque de realidade depois, o São Paulo recebe os colombianos nesta quarta-feira, às 21h50 (o jogo terá acompanhamento do estadao.com.br), com a corda no pescoço: um tropeço pode significar a eliminação da competição que virou obsessão para dirigentes e torcedores tricolores.   Veja também:  São Paulo entra com representação contra o Palmeiras no TJD  Revoltado com gás, Muricy Ramalho critica Luxemburgo  Classificação  Calendário e resultados   A última vez em que o clube caiu na primeira fase da Libertadores foi em 1987. O São Paulo precisa vencer para garantir o primeiro lugar no grupo e não depender do resultado do duelo entre Sportivo Luqueño e Audax Italiano, no mesmo horário, no Paraguai. "É o jogo para classificar e arrancar para chegar à final da Libertadores", diz Muricy.   Time brasileiro mais bem-sucedido na Libertadores (três títulos e três vices), o São Paulo começou 2008 como favorito ao título. Afinal, manteve a base campeã brasileira do ano passado e ainda trouxe bons reforços - ou assim parecia em janeiro. Hoje, até o presidente Juvenal Juvêncio admite que o clube se equivocou nas contratações.   A saída de Breno, a lesão de Alex Silva (só agora recuperado) e a falta de constância de Juninho não deixaram a zaga repetir o mesmo desempenho espetacular do ano passado. O time que sofreu meio gol por jogo no Campeonato Brasileiro agora é vazado mais de uma vez por partida.   Joilson não mostrou ser um substituto à altura para Souza e a Leandro ainda faz falta. Carlos Alberto já foi afastado e Fábio Santos passou longe de ser uma solução para o meio-de-campo - dificilmente fica após o fim de seu empréstimo, em julho. Por tudo isso, o São Paulo virou um time de poucas opções. Os cruzamentos de Jorge Wagner para Adriano (único reforço elogiado pelo presidente) e as jornadas inspiradas de Borges são as melhores - talvez únicas - armas deste São Paulo versão 2008. "Vai ser um jogo muito duro", prevê Muricy. "Eles não vão ficar todos atrás, retrancados, não é o estilo colombiano. Vamos ter que jogar muito para superar o Nacional."   São Paulo Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Zé Luís, Richarlyson, Hernanes e Jorge Wagner; Éder Luís, Borges e Adriano Técnico: Muricy Ramalho Atlético Nacional Ospina; Chará, Díaz, Moreno e Velez; Zúñiga, Amaya, Toro e Murillo; Galván e Villagra Técnico: Oscar Quintabani Árbitro: Carlos Torres (PAR)Estádio: MorumbiHorário: 21h50Rádio: Eldorado/ESPN - AM 700 KhzTV: Globo O EX-FAVORITO O sorteio dos grupos da Libertadores só reforçava a impressão de favoritismo tricolor - apontado ao lado do Boca Juniors de Riquelme como o principal candidato ao título. Mas a esquadra de Muricy Ramalho só cambaleou em 2008: empatou ante o Nacional na Colômbia e o Luqueño no Paraguai e perdeu para o Audax no Chile. No Morumbi, venceu estes dois últimos adversários por diferença mínima. "Esse negócio de favorito nunca existiu. Vocês é que inventaram", diz Muricy. "Nós sempre trabalhamos aqui como um time que tem chance de título, como qualquer outro."   Richarlyson, porém, tem opinião diferente. "Fomos surpreendidos", admite Richarlyson, que volta nesta quarta-feira ao time, depois de ter assistido de casa ao jogo contra o Palmeiras. Superar a eliminação no Campeonato Paulista, aliás, é outro obstáculo para o São Paulo. "Já acabou o tempo de poder ficar triste, agora tem outro jogo e precisamos seguir em frente", prega Muricy. "Felizmente o futebol nos dá a rápida possibilidade de recuperação", emenda Richarlyson.

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