ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

São Paulo perde do Guarani e vê pressão pré-Libertadores crescer

Time leva gol no início da partida, não consegue buscar empate e é vaiado no Pacaembu

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2019 | 22h57

O São Paulo falhou pela segunda vez seguida neste Campeonato Paulista. Após ter perdido do Santos no domingo, o time voltou ao Pacaembu na noite desta quinta-feira e acabou derrotado pelo Guarani, por 1 a 0. William Matheus, com pouco mais de um minuto de bola rolando, marcou o único gol da partida.

Nem mesmo a estreia de Hernanes, que só havia jogado nos Estados Unidos, pela Florida Cup, diante da torcida tricolor, foi capaz de impedir as vaias ao time. O Profeta entrou em campo aos 18 do segundo tempo e pouco contribuiu para evitar mais um tropeço dos comandados de André Jardine.

Apesar de se manter na liderança de seu grupo no Paulistão, o São Paulo parece muito distante do ideal para quem precisa ir à Argentina na semana que vem iniciar sua batalha por um lugar na fase de grupos da Libertadores. A equipe visita o Talleres na quarta-feira. Antes, domingo, tem um último teste no Estadual. Novamente no Pacaembu, encara o São Bento. O Guarani, por sua vez, que já havia derrubado um grande - o Corinthians (2 a 1) - na competição, vai até Mirassol desafiar os donos da casa.

Primeiro tempo: Gol relâmpago e pressão nos cruzamentos

O técnico André Jardine manteve a linha defensiva dos outros jogos, mas mexeu bastante no meio. Tirou Hudson e Nenê para apostar em Liziero e Diego Souza na armação. No ataque, o tridente teve Helinho, Pablo e Everton. Porém, não houve tempo de ver como o "novo" São Paulo funcionaria. Em escanteio batido com pouco mais de um minuto de bola rolando, William Matheus cabeceou totalmente livre de marcação e abriu o placar para o Guarani: 1 a 0.

A partir do gol sofrido, o time tricolor passou o resto do primeiro tempo atacando, quase sempre na base dos cruzamentos. Foram 33 ao todo, mas apenas dez certos. A melhor chance veio em falta cobrado com violência por Reinaldo. A bola explodiu no travessão de Klever. "A gente tomou um gol de bola parada, que treinamos tanto. Não é para tomar. Não deixamos de jogar, trabalhando a bola, girando", analisou o lateral são-paulino.

Segundo tempo: vaias, Hernanes em campo e frustração

O São Paulo não só não mudou sua tática para os 45 minutos finais, como ainda perdeu intensidade e passou 17 minutos ouvindo vaias e gritos por "Hernanes", que foi relacionado pela primeira vez neste Paulistão. Jardine acatou e, no minuto seguinte, colocou o Profeta no jogo (Anderson Martins saiu, obrigando Hudson a recuar para atuar como zagueiro ao lado de Arboleda).

Diante de um adversário plantado em seu campo defensivo, os são-paulinos mostraram pouco repertório ofensivo. A dinâmica prosseguiu: toques de um lado a outro para tentar abrir a marcação, até o cruzamento. Jardine tentou melhorar a criação ao trocar Helinho por Nenê, mas o camisa 10 também pouco fez contra o paredão verde do outro lado.

As coisas pioraram quando Liziero sentiu dores e precisou sair de campo, aos 32, deixando o time com dez jogadores em campo. Foi o desfecho melancólico de uma noite em que nada deu certo para os anfitriões.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Bruno Peres, Arboleda, Anderson Martins (Hernanes) e Reinaldo; Jucilei (Hudson), Liziero e Diego Souza; Helinho (Nenê), Pablo e Everton. Técnico: André Jardine.

GUARANI: Klever; Léo Príncipe, Ferreira, Diego Giaretta e William Matheus; Romissom e Ricardinho; Felipe Amorim, Lucas Crispim (Inácio) e Thiago Ribeiro (Fernando Viana); Diego Cardoso (Fernandes). Técnico: Osmar Loss.

GOL: William Matheus, a 1 do primeiro tempo.

ÁRBITRO: Douglas Marques das Flores.

CARTÕES AMARELOS: Felipe Amorim, Kleverm Ricardinho e Romissom (Guarani).

LOCAL: Pacaembu.

PÚBLICO: 11.498.

RENDA: R$ 292.238,50.

 

 

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