Petra Mafalda/Mafalda Press
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São Paulo perde para o Avaí na Ressacada e cai para 5º lugar

Tricolor é derrotado por catarinenses com time bastante modificado

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2015 | 18h08

O São Paulo ainda não definiu sua cara na reta final do Campeonato Brasileiro. Depois da bela atuação na vitória sobre o Grêmio e do futebol horroroso contra a Chapecoense, a equipe foi dominada pelo Avaí em Florianópolis e perdeu por 2 a 1. Osorio começou com um time misto e só escalou os titulares na etapa final. Com a derrota, o time perdeu fôlego na briga pelo G-4 e foi ultrapassado pelo Palmeiras.

Preocupado com o desgaste físico e com o jogo de quarta-feira contra o Vasco, pela Copa do Brasil, no Morumbi, o técnico Juan Carlos Osorio ampliou o conceito de rodízio e escalou uma equipe mista. Seis jogadores eram da base e, desse total, três que podem ser considerados como reservas: Michel Reis, João Schmidt, João Paulo. A equipe estava sem sua espinha dorsal: Ganso e Ceni estavam contundidos; Michel Bastos e Luis Fabiano, suspensos; Pato, Bruno e Thiago Mendes começaram no banco.

Essa escalação alternativa obviamente mostrou problemas de entrosamento e inúmeros erros de passe. O jogo do São Paulo não fluía como atestavam as inúmeras jogadas que morriam com passes no vazio.

O Avaí aproveitou bem todas essas falhas. Com velocidade, movimentação e muitas jogadas aéreas, a equipe mostrou as qualidades que levaram a duas vitórias seguidas (Figueirense e Goiás). E o terceiro triunfo começou a ser construído com o veterano Marquinhos, aos 17 minutos.

Depois de ter sido poupado na quarta-feira, o meia fez sua jogada característica. Carregou a bola pelo meio e sofreu falta de Breno. Na batida, colocou a bola no pé da trave de Renan Ribeiro. Detalhe: assim que o são-paulino fez a falta, o técnico Osorio deu um soco no chão com o perigo iminente. Foi quase uma premonição.

Mesmo atrás no placar, o São Paulo pouco modificou a postura no jogo. Com pouca agressividade e objetividade, o time tinha maior posse de bola, mas vivia de jogadas individuais, quase todas de Carlinhos e Rogério. A melhor delas foi um chute cruzado do lateral que virou meia com Osorio aos 32. Muito pouco para uma equipe que dependia da vitória para voltar ao G-4.

O capitão Breno tomou a iniciativa de buscar o resultado. Escalado como volante, ele abandonou a posição e foi à frente. Após cruzamento de Rogério, driblou o zagueiro e chutou firme para empatar aos 42 minutos. Seu chute passou entre as pernas do goleiro Vagner.

Após o empate, Osorio recomendou que o São Paulo aumentasse a posse de bola parada e tomasse cuidado com a bola parada. Novamente, o colombiano mostrou estava atento ao rival. Dentro de campo, os jogadores fizeram o contrário. Voltaram a apatia e o desinteresse. Aos 7, depois do cruzamento de Marquinhos, Eduardo Neto acertou o travessão.

A equipe só se reequilibrou na partida quando começaram a voltar os titulares. Entraram Thiago Mendes, Bruno e Alexandre Pato. Mas o Avaí já havia retomado o controle da partida. Aos 26, Anderson Lopes ganhou de Rodrigo Caio e colocou no placar a superioridade do time da casa. O cenário no final do jogo foram seguidas defesas de Renan Ribeiro impedindo o terceiro gol do Avaí.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ 2 x 1 SÃO PAULO

AVAÍ - Vagner; Everton Silva, Antonio Carlos, Emerson e Romário; Adriano, Eduardo Neto, Rudnei (Tinga) e Marquinhos (Pablo); Renan Oliveira (Anderson Lopes) e Léo Gamalho. Técnico: Gilson Kleina.

SÃO PAULO - Renan Ribeiro; Lyanco (Bruno), Rodrigo Caio, Lucão e Matheus Reis; Breno, João Schmidt (Thiago Mendes), Wesley e Carlinhos; João Paulo (Pato) e Rogério. Técnico: Juan Carlos Osorio.

GOLS - Marquinhos, aos 17 e Breno, aos 42 minutos do 1º tempo; Anderson Lopes, aos 26 do 2º tempo.

JUIZ - Jailson Macedo de Freitas (BA).

CARTÕES AMARELOS - Auro, Renan Ribeiro, Everton Silva e Rogério.

RENDA - R$ 214.830,00.

PÚBLICO - 9.579 pagantes.

LOCAL - Ressacada, em Florianópolis.

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