Fernando Llano|AP
Fernando Llano|AP

Órfão de Rogério Ceni, São Paulo desperdiça pênaltis e faltas em 2016

Clube perde força nas bolas paradas e tem início irregular de ano

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 07h00

O São Paulo sem Rogério Ceni é um time que perdeu o poder nas bolas paradas. A aposentadoria no fim do ano passado do goleiro cobrador oficial tem feito a equipe se enfraquecer no fundamento e acumular três pênaltis perdidos no ano, dois deles na Copa Libertadores.

O último erro custou a vitória do time na quarta-feira, contra o Trujillanos, na Venezuela. O jogo estava empatado por 1 a 1 no segundo tempo quando Ganso chutou no travessão a cobrança que daria a virada ao São Paulo e uma situação mais tranquila no grupo. "Infelizmente perdi a cobrança, mas nossa equipe buscou mais o gol", disse o camisa 10.

A equipe teve quatro pênaltis a favor nesta temporada com três cobradores diferentes. Apenas Michel Bastos converteu, contra o Novorizontino, pelo Paulista. O meia chutou na trave na partida pela fase preliminar da Libertadores contra o Cesar Vallejo, no Pacaembu.

Fora o erro de Ganso, o vacilo de Calleri completa a lista de desperdício de pênaltis. O argentino pediu para cobrar contra o São Bernardo, pelo Paulista, mas chutou para fora. A partida ainda estava empatada sem gols e terminou com a derrota do São Paulo por 3 a 1, de virada. "Criamos várias jogadas nos últimos jogos, mas não conseguimos concretizar em gols. Temos que assimilar os erros e trabalhar para corrigir", comentou o goleiro e capitão Denis.

Rogério Ceni se aposentou no fim do ano passado aos 42 anos e sem um substituto definido nas faltas e nos pênaltis. Os cobradores tem variado e em 15 jogos do São Paulo no ano, os gols de bola parada que saíram foram em jogadas aéreas.

O ex-goleiro marcou oito gols na sua temporada de despedida, dois deles de pênalti. Denis chegou a cobrar uma falta no ano passado, contra o Cruzeiro, mas descartou novas tentativas neste ano.

A despedida de Ceni do futebol também fez a diretoria se preocupar com a presença de líderes no elenco. O goleiro foi o capitão do time por 16 anos. Lugano, de 35 anos, foi contratado para esse papel, porém atuou somente em um terço dos jogos do time no ano. Michel Bastos começou como capitão, até ceder a braçadeira para o Denis.

Os jogadores admitiram que sentem falta de um jogador para colocar ordem na casa em momentos de dificuldades nas partidas. Como capitão, Ceni sempre foi o responsável por reorganizar o time, problema que tem sido recorrente neste ano. 

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