São Paulo põe em campo o Expressinho

Com as atenções voltadas para as semifinais da Taça Libertadores, o São Paulo reedita o Expressinho no Campeonato Brasileiro. Enquanto os titulares - com exceção de Rogério Ceni e Alex - serão poupados para o duelo diante do River Plate, quarta-feira, em Buenos Aires, os jogadores mais jovens ganham nova chance, contra o Internacional, neste sábado, às 18h10, no Morumbi. E as oportunidades não param por aí: se o São Paulo chegar à decisão da Libertadores, os garotos continuarão atuando no torneio nacional por mais três rodadas - as finais sul-americanas serão nos dias 6 e 13 de julho. "Eles estão seguros, sabem que atuaram bem contra o Botafogo e têm condições de continuar aqui", observou o técnico Paulo Autuori. A estratégia não é nova. Em 1994, em meio à disputa da Libertadores - que perdeu para o Velez Sarsfield -, o clube mandou a campo, no Brasileiro, atletas que então buscavam lugar ao sol, casos de Rogério Ceni, Bordon, Denílson, Juninho e Caio. O resultado foi rápido: o título da extinta Copa Conmebol, na final contra o Peñarol, do Uruguai. "A maior semelhança daqueles jogadores com os de hoje é o espelho", diz Marco Aurélio Cunha, superintendente de Futebol do São Paulo. "O Zetti, o Raí e outros atletas experientes inspiravam os garotos daquele time. E a boa fase do time na Libertadores serve de estímulo para os de hoje." Mas a necessidade de preservar o time principal do desgaste foi a senha que o técnico Paulo Autuori precisava para escalar as maiores promessas do clube, casos de Hernanes e Paulo Mattos - que será titular pela primeira vez. "Quando eles percebem que há justiça na comissão técnica, dão a resposta", analisa o treinador. "Se continuarem bem, poderão entrar outras vezes no time."

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