São Paulo preparado para jogar na altitude

O próximo jogo do São Paulo pela Libertadores, quinta-feira, será não apenas contra adversário difícil, a LDU, como também diante de obstáculo extra, os 2.850 metros de altitude de Quito. O ar rarefeito de cidades elevadas, entretanto, pode ser um problema secundário quando o time brasileiro segue determinadas regras. E o Tricolor, nesse detalhe, está bem servido: conta com um remanescente dos tempos gloriosos de Telê Santana ? o médico fisiologista Turíbio Leite de Barros.Desde janeiro, quando da reapresentação dos jogadores do São Paulo após as férias, Turíbio vem cuidando da estratégia para vencer a altitude. A experiência ajuda: ele está no clube há 17 anos e coordenou a programação da equipe de Telê na Bolívia, na primeira fase da Libertadores de 1992, ? vitória sobre o San José, em Oruro, 3.900 metros sobre o nível do mar, e empate com o Bolívar, a 3.650 metros.Esses dois resultados fora de casa foram fundamentais para o São Paulo ganhar firmeza e conquistar a Libertadores pela primeira vez, quatro meses depois. ?Altitude realmente influi, principalmente quando passa dos 2.500 metros, como é o caso de Quito?, admite Turíbio, professor na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). ?Estamos tomando todo o cuidado e os jogadores deverão ficar tranqüilos?.A grande arma do Tricolor, neste caso, será repetir a experiência de 1992, época em que a delegação ficou concentrada na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, em altitude inferior à de São Paulo, e viajou para Oruro e La Paz pouco antes dos jogos. Desta vez, será usada como base a cidade equatoriana de Guayaquil, ao nível do mar. Quatro horas antes de enfrentar a LDU, o time são-paulino seguirá para Quito em vôo especial.Calama, no Chile, local de outro jogo do Tricolor fora de casa ? contra o Cobreloa ? fica junto aos Andes, mas a 2.400 metros, altitude, que preocupa, mas não tanto. Se o São Paulo superar os erros mostrados na partida de quarta-feira e as coincidências pesarem, a esperança de ser campeão estará de pé: em 1992, o time de Telê chegou à final ao eliminar uma equipe do Equador, o Barcelona de Guayaquil: em 1993, conquistou o bicampeonato vencendo uma do Chile, a Universidad Católica, em Santiago.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.