São Paulo pressiona e FPF afasta o árbitro Sálvio Spínola

Reclamação da diretoria dá certo e árbitro fica de fora das escaladas de sorteio dos jogos do clube

Bruno Winckler, Jornal da Tarde

28 de janeiro de 2008 | 19h46

O São Paulo conseguiu o que queria e o árbitro Sálvio Spínola não apitará os jogos do time do Morumbi tão cedo. Depois de receber uma representação da diretoria são-paulina contra Spínola, o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, Coronel Marcos Marinho, confirmou que "por precaução" o árbitro, acusado pela diretoria tricolor de ter cometido dois erros cruciais a favor do Corinthians no clássico de domingo (um pênalti não marcado em Dagoberto e a anulação do gol de Adriano), não estará nas próximas escalas de sorteio dos jogos do São Paulo no Paulistão. Veja também:  Arnaldo César Coelho critica decisão da FPF Árbitro diz que lances do clássico são interpretativos Arbitragem no clássico foi normal para presidente da comissão Vote: Adriano fez falta em William? Opine: Dagoberto sofreu pênalti de Chicão? Bate-Pronto: Adriano e William estão certos em reclamar "O bom senso indica que no momento ele não deve trabalhar nos jogos do São Paulo. A intenção é evitar um desgaste desnecessário", disse Marinho, sem prever quando Spínola voltará a trabalhar em jogos do São Paulo. "É melhor deixar passar esse momento de polêmica."Spínola está convicto de que não errou nos lances apontados pelo São Paulo, mas prefere evitar um encontro com o time do Morumbi tão cedo. "Prefiro esta situação do que chegar ao estádio e ser colocado em dúvida. Assim, é melhor meu afastamento do que a minha permanência."Marinho rejeita a hipótese de que a Comissão de Arbitragem tenha sido pressionada pelo São Paulo para tomar essa decisão, que abriria um precedente perigoso - outras equipes que se sentissem lesadas por um árbitro também podem pedir seu afastamento. "Sempre estivemos abertos ao diálogo. Os erros existem, mas não existe arbitragem perfeita."No São Paulo, a revolta ainda é grande. "Esperamos que ele não apite mais jogos do São Paulo nem de ninguém", disse Carlos Augusto de Barros e Silva, vice-presidente de futebol do São Paulo. É ele que assina a representação contra Spínola.Sobre os lances que causaram a polêmica, Marinho apóia a decisão do árbitro. "O gol anulado aconteceu em um lance interpretativo. No ângulo de visão dele, ele marcou falta pelo apoio do Adriano sobre o zagueiro. Por esse ângulo que ele tinha, eu acho que ele acertou. Em um outro ângulo de visão, eu daria falta. Em outro, talvez não."Sobre o pênalti em Dagoberto, Marinho também apóia a decisão do árbitro. "Conversei com o Sálvio e concordei com o que ele disse. O Dagoberto corria e parou o corpo para sofrer o contato físico e fez uma alavanca", disse Marinho. "Alavanca no lance do pênalti? Só se eu estivesse trabalhando em alguma construção. Virei pedreiro agora?", rebateu Dagoberto.Lusa também está na broncaA Portuguesa enviou uma fita à Federação do jogo de domingo contra o Rio Claro. No empate por 1 a 1, a Lusa teve dois jogadores expulsos pelo árbitro Phillipe Lombard. O presidente Manuel da Lupa não enviou nenhuma representação contra Lombard, mas pediu que sua atuação no jogo seja analisada.

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