São Paulo promete conversa com Luis Fabiano após nova expulsão

SÃO PAULO - A expulsão de Luis Fabiano neste domingo, diante do Atlético-MG, por reclamação, irritou a todos no São Paulo. A repetição de situações em que ele perde a cabeça tem desagrado dirigentes e o técnico Emerson Leão. Para que isso não se repita, o vice-presidente de futebol do clube, João Paulo de Jesus Lopes, prometeu conversar com o atacante e deve exigir uma nova postura.

Fábio Hecico, Agência Estado

17 de junho de 2012 | 20h58

"Vamos avaliar direitinho, mas a expulsão foi merecida, o árbitro fez o que tinha de ser feito. O Luis Fabiano foi exagerado na reclamação e vamos conversar com ele", afirmou. "Ele é um grande jogador, um dos melhores do Brasil, mas essa situação atrapalha o time".

Já Leão preferiu não cobrar o atacante imediatamente, mas garantiu que conversará com ele. "Conversaremos no momento certo, mas têm pessoas mais competentes que sabem o que fazer nesse momento", disse o treinador. "Como goleador ninguém o contesta, sobre temperamento, sim. O Luis Fabiano faz falta para qualquer clube, até para a seleção. Mas são esses o motivos que ele não está na seleção", completou.

Até mesmo o meia Lucas desaprovou a atitude de Luis Fabiano e disse não acreditar em uma mudança de comportamento. "É o jeito do Luis, fala bastante, reclama, não se controla. Não aprendeu antes, não vai ser agora que vai. Mas, enquanto estiver fazendo os gols dele, a gente está feliz", comentou.

Em cinco rodadas, Luis Fabiano tem números dignos de um zagueiro, e dos mais duros: já foram quatro cartões amarelos e um vermelho. Neste domingo, ele foi advertido com o amarelo após falta dura, no meio de campo. Poucos minutos depois, reclamou acintosamente com o árbitro, que lhe mostrou o vermelho.

Na saída do estádio, ao lado de suas duas filhas, o atacante preferiu não falar com a imprensa, mas negou estar irritado com a expulsão. "Não estou bravo", garantiu. No entanto, ele admitiu que não entendeu os motivos pelo qual recebeu o cartão vermelho. "Ele (árbitro) não alegou nada", afirmou.

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