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São Paulo promete lotar o Morumbi

Foram atendidos os pedidos insistentes de Cuca e dos jogadores, repetidos a cada entrevista. O Morumbi estará lotado para a decisão contra o Rosario Central, quarta-feira, às 21h45. O jogo vale uma vaga para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América. O São Paulo - que perdeu o primeiro jogo por 1 a 0, em Rosário -, precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar. Terminado o jogo contra o Coritiba, domingo, Cuca aproveitou as entrevistas para dar um recado direto aos torcedores. "Ganhamos aqui e vamos ganhar do Rosario também. Quanto mais torcedores forem ao Morumbi, mais fácil será para nós." Até hoje, foram vendidos 35.500 dos 65.525 ingressos. A tendência é que todos os bilhetes se esgotem, e um número maior seja colocado à venda. O maior público do São Paulo na Libertadores deste ano foi de 54.748 pagantes contra o Cobreloa, do Chile. Será superado. Os jogadores esperam da torcida uma atuação tão boa como teve a do Rosario na semana passada. O incentivo contínuo, desde o início do jogo, impressionou os são-paulinos. "A gente estava fazendo um jogo igual e aos 30 minutos do segundo tempo os torcedores não paravam de gritar e incentivar o Rosario. Então, eles começaram a soltar rojão e a gritar ainda mais. Aí, os caras vieram para cima de nós, parecendo cachorros loucos. Corriam sem parar e acabaram conseguido aquele gol no final do jogo. Sem a torcida deles, teria sido mais fácil para nós", diz Cicinho. Vélber tem certeza de que a torcida do São Paulo não sairá decepcionada do Morumbi. "A tristeza que senti ano passado pelo Paysandu não vai se repetir. A gente ganhou do Boca em Buenos Aires e a torcida lotou o Mangueirão para ver a nossa classificação. Perdemos por 4 a 2. Desta vez, vai ser diferente. A torcida pode lotar o Morumbi que nós vamos comer até grama para vencer. A gente vai se classificar, tenho certeza." Ele tem a fórmula para a vitória. "A gente tem de pressionar desde o apito do juiz. Vamos para cima deles, mas com muito cuidado com os contra-ataques. É a jogada mais forte deles." Grafite, que perdeu o lugar para Vélber, apela para o tamanho do Morumbi ao prever um dia duro para os argentinos. "Eles transformaram o estádio deles em uma panela de pressão. Só que o Morumbi é muito maior que o estádio do Rosário. Nossa panela de pressão tem de ser o dobro. Se tiver 70 mil em campo, vai ser mais fácil dar o troco e ficar com a vaga." O volante Ramalho, que estreou domingo contra o Coritiba e atuará quarta-feira em lugar de Fábio Simplício, pede também a presença dos torcedores. "Disputei uma final da Copa do Nordeste pelo Bahia e uma final do Campeonato Paranaense pelo Atlético, mas sei que não há comparação. A Libertadores é o campeonato mais importante que existe na América do Sul e esse é o jogo mais importante da minha vida. É uma final e com a torcida lotando o Morumbi fica mais fácil jogar." Se o Rosario fizer um gol, tudo fica mais difícil, com ou sem a atuação da torcida. Por essa razão, a importância de Ramalho, um volante de muita marcação, como Alexandre. "Eu cubro mais o lado direito e o Alexandre, o esquerdo. Se a gente jogar forte e marcar bem, os argentinos não vão ter chances, porque o nosso ataque vai fazer os dois gols." O Rosario vai ser mais cuidadoso em São Paulo. O zagueiro Carbonari deve entrar em lugar do atacante Vitti. O time terá três zagueiros, com Raldes e Talamonti ao lado de Carbonari. Belloso, que fez o gol no primeiro jogo, entrará no lugar de Vitamina Sánchez.

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