Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

São Paulo quebra jejum e supera o Corinthians em jogo de ida da semifinal

Gol de Nenê garante a primeira vitória para o tricolor em clássicos no ano

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2018 | 18h09

A análise da vitória por 1 a 0 do São Paulo sobre o Corinthians neste domingo, no Morumbi, no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista não deve se limitar à vantagem construída pela equipe de Diego Aguirre, que lhe permite jogar por um empate quarta-feira, em Itaquera, para avançar à decisão do Estadual. Ao quebrar o jejum de vitórias em clássicos na temporada e vencer pela primeira vez um dos seus maiores rivais em 2018, o São Paulo devolveu a confiança ao seu torcedor e, se não mostrou um futebol vistoso, foi aguerrido e lutou por cada pedaço do gramado como há muito tempo não se via no Morumbi.  

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Não à toa, o time saiu de campo aplaudido pelos mais de 42 mil torcedores que compareceram ao estádio neste domingo. Foi o reconhecimento a uma equipe que soube se impor dentro de casa e não deu chances para um adversário combalido.

A quantidade de desfalques de Corinthians e São Paulo foi determinante para o baixo nível técnico da partida. Ao todo, as duas equipes não puderam contar com 13 jogadores neste domingo. 

O São Paulo teve sete ausências: Anderson Martins, Edimar, Júnior Tavares, Hudson, Valdívia, Rodrigo Caio e Cueva. Já o Corinthians teve seis desfalques: Fagner, Balbuena, Romero , Jadson, Renê Junior e Rodriguinho. O atacante Clayson foi para o jogo, mas ficou no banco por estar com dores no joelho.

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O Corinthians sentiu  mais a falta de seus principais jogadores do que o São Paulo. A ausência mais lamentada foi do meia Rodriguinho, que sentiu dores no músculo posterior da coxa esquerda durante o aquecimento já no gramado do Morumbi e acabou substituído momentos antes do jogo por Emerson Sheik.

Sem Rodriguinho, o Corinthians era um time acéfalo. A equipe só se preocupava em defender. O São Paulo se aproveitou da postura extremamente defensiva do adversário e tomou conta do jogo. 

Com a posse de bola e trocando passes com paciência, o São Paulo deixou o Corinthians acuado. O problema é que o time de Diego Aguirre insistiu demais nos cruzamentos para o meio da área e demorou para abrir o placar. 

Após domínio total por todo primeiro tempo, o gol só saiu aos 47 minutos. Tréllez cortou o lançamento de Mantuan e avançou em velocidade. Cássio defendeu o chute do atacante, mas Nenê, sozinho, aproveitou o rebote para colocar o São Paulo, merecidamente, em vantagem.

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No segundo tempo, a partida mudou. O São Paulo recuou a marcação e passou a esperar o Corinthians em seu campo de defesa. A situação era cômoda para a equipe porque os jogadores do Corinthians pareciam não saber o que fazer com a bola e só trocavam passes de lado.

O Corinthians não tinha a imprevisibilidade de Rodriguinho ou a visão de jogo privilegiada de Jadson. Era um time comum e, assim, virou presa fácil. Sobrava transpiração, mas faltava inspiração e, assim, o jogo se arrastou até o apito final.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 x 0 CORINTHIANS

Gol: Nenê, aos 47 minutos do 1º tempo. 

São Paulo: Sidão; Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Petros e Liziero (Araruna); Nenê (Morato), Marcos Guilherme (Lucas Fernandes) e Tréllez. Técnico: Diego Aguirre. 

Corinthians: Cássio; Mantuan, Pedro Henrique, Henrique e Sidcley; Ralf, Gabriel, Maycon e Mateus Vital; Sheik (Pedrinho) e Júnior Dutra (Lucca). Técnico: Fábio Carille.

Juiz: Raphael Claus.

Amarelos: Maycon, Reinaldo, Nenê e Bruno Alves.

Público: 42.830 pagantes. (R$ 1.488.811,00).

Local: Morumbi.

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