São Paulo quer acabar com o oba-oba

Nova competição, vida nova. Diante do Quilmes, quarta-feira, pela Taça Libertadores, a promessa no São Paulo é acabar com o oba-oba da conquista do título estadual e reencontrar as vitórias. Há três jogos a equipe não desfruta o gostinho de conquistar três pontos - derrotas para Portuguesa e Ponte Preta, ambas por 2 a 1, e empate sem gols com o Santos. Como voltar a vencer? Com o apoio maciço da torcida: Até hoje, 30 mil ingressos haviam sido vendidos. "Jogando no Morumbi, temos a vantagem de conhecer o campo e o diferencial de contar com a torcida, nosso 12.º jogador", afirma Grafite, autor de gols nos três jogos da Libertadores que disputou este ano e de volta à equipe após a cumprir suspensão diante da Ponte Preta. Grafite, contudo, não esconde a preocupação. Já foi vítima da torcida quando não estava bem, por isso dá conselho aos companheiros. "Entramos num oba-oba nos últimos jogos e esquecemos de jogar. A hora é de voltar à nossa origem de vitórias. Com novo resultado negativo, podemos entrar em crise e sofrer pressão", exagera o atacante. Lugano discorda. "Acabamos de levantar uma taça, após 5 anos, você acha que tem algum tipo de crise?" O zagueiro completará 100 jogos com a camisa tricolor e só pensa em festa. "Vê-los (os torcedores) gritando meu nome será o maior prêmio que ganharei." E como tem de ficar o Morumbi? Uma La Bombonera? "O São Paulo é muito grande, não podemos comparar nosso estádio a nenhum outro", adverte. "Claro que, bem cheio, vai ficar parecido com o Centenário (Montevidéu) no duelo entre Uruguai e Brasil (1 a 1 há duas semanas)." "Festa só atrapalha." A frase de Leão após o jogo com a Ponte virou lei no clube. Pelo menos no campo, já que nas arquibancadas o público deve dar show. São 12 mil carnês e outros 18 mil bilhetes vendidos antecipadamente. "Meu palpite, otimista, é que chegue a 50 mil. Sendo realista, acredito que deve ficar entre 40 e 45 mil", afirma João Paulo de Jesus Lopes, diretor de Planejamento. Foram colocados à venda 65 mil bilhetes. "Vender tudo é difícil, mas não impossível, pois os são-paulinos são ligados na Libertadores."

Agencia Estado,

11 de abril de 2005 | 20h07

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