São Paulo quer definir vinda de Fernandão após carnaval

A contratação de Fernandão, antigo sonho do São Paulo, deve se estender até o carnaval. Só depois haverá uma definição se o atacante será anunciado como novo reforço ou se continua no Goiás. Porém, as partes envolvidas no negócio estão otimistas quanto ao acerto.

VÍTOR MARQUES, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2010 | 21h53

Para desatar o nó da negociação, São Paulo e Goiás terão de se entender quanto aos jogadores que serão envolvidos na troca e a quantia a ser paga. O problema é que o Goiás, que tem contrato com o atacante até o final deste ano, não quer saber de pechincha. E os nomes dos quatro jogadores oferecidos pelo São Paulo não agradam à diretoria. "Não queremos o Roger, nem o Marlos", afirmou o vice-presidente goiano Edmo Pinheiro.

Esses são alguns dos atletas que o São Paulo gostaria de negociar, até porque nenhum deles está inscrito na Libertadores, e terão pouco espaço no time. Roger acabou não sendo inscrito por problemas de documentação. O diretor do São Paulo João Paulo de Jesus Lopes negou que isso tenha relação com a negociação de Fernandão.

Nesta quinta-feira, Jesus Lopes disse que as duas diretorias estão conversando, mas não quis revelar nomes nem valores que envolvem as transferências. Só que pouco antes de ele falar com a imprensa no CT da Barra Funda, o presidente Juvenal Juvêncio deu uma entrevista negando pagar o que o Goiás pede (R$ 2 milhões). Para Juvenal, só os quatro jogadores bastam para ter Fernandão.

Edmo Pinheiro diz que sem dinheiro não há negociação. "Eles receberam R$ 6 milhões por um zagueiro de mais de 30 anos. E não querem pagar por Fernandão?", afirmou, citando a venda de André Dias para a Lazio.

Outros cartolas do clube goiano se irritaram com o assédio tricolor por Fernandão. E dizem que o São Paulo querem tirar o atacante do clube "de graça". Dos jogadores que interessam ao Goiás, estão nomes como Léo Lima e Richarlyson - só que este o técnico Ricardo Gomes sequer cogitou envolvê-lo na troca.

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