São Paulo quer massacrar LDU no Morumbi

Primeiro alisar, depois massacrar. Essa é a filosofia que o São Paulo adotará em relação à LDU. Poucas vezes no Morumbi um adversário se tornou odiado em tão pouco tempo. Muito além da derrota por 3 a 0 em Quito pela Libertadores, o que incomodou mais os jogadores, Cuca e a diretoria foi o pouco caso da imprensa e dos torcedores equatorianos em relação aos brasileiros. Só que a raiva acumulada deverá ser demonstrada em campo, amanhã, às 21h45, no Morumbi.De maneira diplomática, o clube ofereceu um dos campos do CT e, hoje à tarde, os equatorianos irão treinar ao lado dos são-paulinos. "Fomos bem tratados por eles. Treinamos sem problema algum. Isso nós proporcionaremos à LDU. Mas no campo a conversa será outra. Bem outra", garante Cuca.O treinador foi um dos que mais ficaram irritados com o desprezo dos equatorianos após a partida pela Libertadores. "Jornalistas perguntaram se o São Paulo era só aquilo. Os torcedores ficaram mostrando três dedos indicando o placar. Os jogadores ficaram tocando a bola de lado. No Morumbi tudo será diferente", prometeu o técnico no desembarque da volta do Equador.Ele exige a reação dos jogadores. Não quer violência, quer gols. O time tentará vencer fazendo o máximo de gols. Não só para humilhar o adversário, mas por necessidade. A situação do São Paulo no Grupo 4 da Libertadores é complicada. O time tem seis pontos, três atrás da LDU. Os equatorianos têm também uma grande vantagem no saldo de gols: oito contra zero do São Paulo. Vencer apenas não basta. Precisa golear.A possibilidade de ter de enfrentar o Santos na próxima fase da competição, caso fique em segundo lugar no grupo, é grande. "Não seria bom para o futebol brasileiro se Santos ou São Paulo já fossem eliminados na próxima fase da Libertadores. Por isso, vamos tentar marcar o maior número de gols na LDU para tentar evitar esse confronto logo de cara", analisou Cicinho.Para tentar a goleada, Cuca deverá fazer a alteração que todos estão esperando: a troca de Marquinhos por Souza. O meio-de-campo ficará muito mais ofensivo. "Vamos esperar. Não vou antecipar nada. Quero escolher o que for melhor ao São Paulo. Vou pensar um pouco mais antes de antecipar a equipe", desconversou o técnico.É impressionante a vontade com que os jogadores treinaram ontem para o jogo. A disposição nas divididas foi impressionante. Cuca conseguiu condicionar o time. O espírito de revanche prevalece entre os atletas. "Vontade, determinação e gana. Isso eu quero. Raiva, não. Se uma equipe entra com raiva da outra acaba perdendo a objetividade. Perde a consciência em campo. Isso não pode acontecer. Não podemos deixar escapar o foco. Precisamos vencer. É isso que eu quero, vencer", insistiu o técnico.A venda dos ingressos está se dando em um ritmo excelente. Até ontem à noite já haviam sido vendidos 15 mil dos 70 mil que a diretoria colocou à venda.

Agencia Estado,

09 de março de 2004 | 10h18

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