São Paulo quer sufocar time peruano

O jogo da Libertadores contra o Alianza Lima, do Peru (amanhã, às 21h45, no Morumbi) está desenhado na imaginação de Luís Fabiano. "O empate classifica a gente, mas não adianta pensar nisso. Comodismo é perigoso. Vamos sufocar desde o primeiro minuto. Quero fazer um gol logo, para que o time deles fique desanimado. Eles precisam ganhar por dois gols de diferença. Se levarem um, vão ter de fazer três e vai ficar mais fácil para nós", prevê o atacante.Líder do Grupo 4, o São Paulo garante o primeiro lugar neste último jogo da primeira fase com um empate. Estará classificado mesmo se perder por um gol de diferença, por causa dos gols marcados. Mas aí provavelmente perderá o primeiro lugar para a LDU (Equador), que enfrentará o eliminado Cobreloa (Chile) e tem melhor saldo de gols que o São Paulo.Para Luís Fabiano, o Alianza, apesar da necessidade de vencer, vai se fechar, como fizeram o Cobreloa e a LDU. Ele faz uma brincadeira sobre o esquema utilizado. "São três zagueiros, cinco volantes, dois meias... e três atacantes no banco, que não entram nunca."O atacante considera o Morumbi seu estádio preferido, mas gostaria mesmo de marcar gols em jogos fora do País. "Seria bom para melhorar o meu desempenho. Só que é muito difícil. O nosso time está sempre encurralado e a bola não chega em mim. Contra o Cobreloa, consegui criar uma chance no finalzinho. Antes disso, não teve mais nada. No Morumbi, é diferente. A torcida empurra o time e o gol sai mesmo. Tenho sempre três ou quatro oportunidades por jogo."O desempenho dele fora de casa realmente é fraco. Em oito partidas contra times estrangeiros, marcou apenas um gol. No Morumbi, fez cinco gols em seis jogos.Para amanhã, apesar da ausência de Grafite, Luís Fabiano prevê vida dura para o Alianza. "Vou ter o apoio do Cicinho, que cruza muito bem, pela direita. O Marquinhos também vai chegar na área e o Jean, eu já conheço do tempo da Ponte Preta. A gente se entende bastante. Dessa vez, vai chegar muita bola para mim."Ele não se assusta com a possibilidade de enfrentar o São Caetano, finalista do Paulistão, na próxima fase da Libertadores. "São dois jogos, um em cada campo, e a possibilidade de surpresas é menor. É muito difícil um time perder do outro duas vezes em seguida, se forem equilibrados, é claro."O jogo contra o Alianza servirá também para aplacar a decepção por não ter jogado um minuto sequer na partida da Seleção contra o Paraguai. "Fiquei no banco, uma vantagem em relação ao Adriano, que veio da Itália e foi cortado. Isso já seria bom, só que depois que você está no banco, fica morrendo de vontade de jogar. Mas é bom nem falar nisso. É melhor jogar contra o Alianza e fazer mais um golzinho."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.