Rubens Chiri/SPFC
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São Paulo reduz dívida, mas vai continuar vendendo atletas, aponta balanço de 2018

Contas do clube fecharam com superávit de R$ 7,2 milhões; dívidas caíram R$ 24,9 milhões

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 16h58

As contas do São Paulo ficaram "no azul" em 2018. O clube publicou suas demonstrações financeiras nesta terça-feira com superávit de R$ 7,2 milhões, resultado de receitas de R$ 410 milhões e gastos da ordem de R$ 402,8 milhões. Além disso, o clube conseguiu reduzir seu endividamento geral em R$ 24,9 milhões.

A maior parte das receitas vem da venda de jogadores. Ao todo, foram R$ 154,7 milhões. O valor, no entanto, é inferior ao de 2017, quando o faturamento foi de R$ 188,6 milhões. Esse desempenho reforça uma característica da gestão: a consolidação como um clube formador que vende seus atletas de maneira constante.

Os exemplos são vários, como o atacante David Neres, hoje no Ajax, semifinalista da Liga dos Campeões, e o zagueiro Eder Militão. A venda de atletas, no entanto, depende, em certa medida, do bom desempenho dentro de campo para os atletas estejam sempre na "vitrine". No ano passado, o clube foi quinto colocado no Campeonato Brasileiro.

A venda de atletas deve continuar em 2019 para equilibrar as receitas. Nos últimos meses, a diretoria do clube vem renovando os contratos das novas promessas, como Antony, Luan e Liziero, para se precaver diante do interesse dos europeus na próxima janela de transferências.

A segunda principal fonte de receitas do São Paulo foi a venda dos direitos de TV com R$ 135 milhões. Transferência de atletas e direitos de TV representam quase 71% de tudo o que o São Paulo arrecadou no ano passado. Em comparação ao ano de 2017, os rendimentos de R$ 410 milhões foram menores que 2017, quando o time arrecadou R$ 468 milhões.

A diferença está na redução de gastos, que caíram de R$ 453 milhões para R$ 402 milhões.  Ainda no tópico das receitas, o dinheiro que veio do estádio do Morumbi, que inclui camarotes, publicidades e aluguéis, diminuiu na comparação com 2017, indo de R$ 25,1 milhões para R$ 20,8 milhões.

A queda do endividamento representa uma boa notícia para os são-paulinos. Nos últimos três anos, o clube está agindo de acordo com as receitas. Entre os quatro grandes de São Paulo, o clube do Morumbi é o que tem menor endividamento líquido.

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