São Paulo restabelece direitos do meia Oscar na Justiça do Trabalho

Inter e clube paulista travam batalha nos tribunais desde 2009 pelo jogador. Gaúchos podem recorrer

AE, Agência Estado

08 de fevereiro de 2012 | 16h27

SÃO PAULO - O São Paulo conseguiu nesta quarta-feira reaver os direitos sobre o meia Oscar, do Internacional. Os dois clubes travam longa batalha na justiça desde 2009, mas, desta vez, os Desembargadores da 16ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) paulista decidiram em favor do clube do Morumbi, por três votos a zero. A equipe gaúcha ainda pode entrar com recurso.

"Foi uma decisão que atesta a seriedade e a lisura do São Paulo Futebol Clube em todos os seus procedimentos. Além do lado econômico e esportivo da decisão, há um lado moral que nos deixa muito satisfeitos", disse o diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista. "O jogador deverá se apresentar imediatamente no clube e o seu contrato prorrogado pelo prazo em que o Oscar se ausentou, restabelecendo assim todos os direitos do São Paulo sobre o atleta", completou.

O imbróglio começou no final de 2009, quando, com 18 anos, Oscar entrou na Justiça contra o São Paulo, alegando irregularidades em um contrato que havia sido assinado por ele dois anos antes. "A decisão do TRT afasta as alegações de que o contrato teria sido alterado de forma prejudicial ao atleta, declarando a validade do contrato com o São Paulo", declarou o advogado do clube paulista, Carlos Eduardo Ambiel.

Depois de uma série de julgamentos e recursos, o meia conseguiu se desvincular do São Paulo e acertou sua transferência para o Internacional. De acordo com o time do Morumbi, no entanto, a decisão desta quarta faz com que esta negociação seja considerada invalida. A equipe gaúcha ainda não se manifestou sobre o assunto.

"Agora, o departamento jurídico do clube irá tomar as medidas necessárias para cumprimento da decisão, buscando na Justiça a reparação das demais perdas e prejuízos decorrentes da irregular transferência do jogador, ora anulada", disse o vice-presidente são-paulino João Paulo de Jesus Lopes. "O tempo é o senhor da razão", completou o presidente Juvenal Juvêncio.

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