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São Paulo: Richarlyson enfim acerta

Agora é oficial: Richarlyson é do São Paulo. Depois de quase dois meses de indefinição, o São Paulo entrou em acordo com o Santo André e pagou por 50% da multa contratual do meia por cerca de R$ 1 milhão. O clube do ABC ficou com 40% e Richarlyson com os 10% restantes. O contrato tem duração de três anos, com opção de renovação por mais dois."Em nenhum momento, achei que teria de ir embora daqui. Desde que eu avisei sobre a dificuldade da negociação ao São Paulo, sempre recebi a assistência do clube. Me acolheram muito bem; e o clube mostrou a força que tem para um desfecho tranqüilo", afirmou o meia, feliz da vida.Richarlyson chegou ao São Paulo no dia 8 de julho, amparado por uma liminar obtida na Justiça do Trabalho contra o clube do ABC. O Santo André, porém, conseguiu anular a decisão cinco dias depois e o São Paulo se viu obrigado a entrar no circuito para negociar diretamente com a ex-equipe do jogador. Agora, conseguiu.Apesar do fim da confusão, Richarlyson só terá condições de estrear no clássico contra o Palmeiras, quinta-feira, no Morumbi. Nesta sexta-feira, não houve tempo hábil para o São Paulo inscrevê-lo na CBF - o que só deverá acontecer na segunda-feira.A liberação do jogador chegou em boa hora para o técnico Paulo Autuori. Na visão dele, os atacantes só conseguirão converter as oportunidades em gol se forem bem municiados pelos jogadores de meio-de-campo, setor carente e que só contava com Danilo e Souza. "Ele está pronto para entrar. É de um nível excelente, pretendo utilizá-lo como meia", elogia o técnico.No Santo André, Richarlyson ficou conhecido por sua versatilidade. Além de atuar na meia, já fez a função de lateral e ala esquerdo; e também quebrou um galho de zagueiro, na época em que defendeu o Ituano. "Não é por isso que quero ficar conhecido como um curinga. No futebol de hoje, é muito importante saber jogar em duas, até três posições. Mas o meu negócio é ser um meia ofensivo, que sempre ajuda o ataque", garante.O técnico Autuori está satisfeito com a chegada do reforço de meio-de-campo e mostra conformado quando o assunto é a contratação de um atacante. "Para o Brasileiro, sei que é muito difícil, principalmente pelo número de jogos que quase todos os atletas já fizeram. Um jogador só pode se transferir desde que tenha participado de até seis jogos", diz Autuori. "A não ser que pinte alguém de fora, como aconteceu com o Amoroso na reta final da Libertadores. Mas a tendência é que venha mesmo só para a disputa do Mundial."Até lá, Amoroso e Diego Tardelli terão de se acertar na marra. "É um momento de sacrifício, mas não vou forçar o Amoroso a mudar sua característica porque poderia perder em rendimento. Mais para frente, vou dar uma chance para o Roger jogar como pivô", revela o técnico.No treino desta sexta, o meia Vélber não escondeu a sua bronca com Autuori depois que ficou de fora até da equipe reserva que enfrentou os titulares em um coletivo. "Eu quero sair de qualquer jeito. Nem que seja para o Íbis ou para o Tabajara", desabafou.

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