São Paulo: risco de perder o ataque

O São Paulo corre risco de perder seu atual ataque titular no segundo semestre. Além de Grafite, que interessa ao Espanyol, de Barcelona, há a possibilidade deLuizão transferir-se para o Nagoya Grampus. Luizão já teria tudo acertado com o clube treinado por Nelsinho Baptista e iria para o Japão depois do encerramento da participação do Tricolor na Copa Libertadores. Já França, que nesta quarta-feira acertou a rescisão de seu contrato com o Bayer Leverkusen alemão, tem chances praticamente nulas de retornar ao Morumbi. A preocupação são-paulina. no momento, é tentar segurar Luizão. "Não há hipótese de ele sair. Esse negócio do Japão é antigo. Ele conversou comigo há algum tempo sobre isso e eu disse para que esquecesse. Sei que esse negócio está batendo nele, mas não vai sair", disse o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. O jogador, por meio de sua assessoria, negou pretender interromper seu contrato, que vai até dezembro. No entanto, uma boa oferta financeira pode fazerLuizão mudar de idéia. O risco de perder atacantes aumenta a necessidade do São Paulo de buscar reforços para o setor. Mas até agora o clube só trouxe dois jogadores jovens - Davi, ex-Paulista, e Vandinho,ex-Paraná -, que não serão aproveitados imediatamente. França é um sonho distante. O próprio jogador prefere continuar na Europa - tem proposta do Tottenham inglês e do Atlético de Madrid - e, além disso, tem um nível salarial bem acima dos padrões do futebol brasileiro. "França? Não tem nenhuma chance, pois nossa realidade não permite", reforça Marco Aurélio Cunha. O empresário Wagner Ribeiro diz que não foi procurado por ninguém do São Paulo. Nesta sexta-feira, ele vai conversar com dirigentes do clube madrilenho e pode definir o futuro de França. Ele revelou que, do Brasil, foi procurado por Internacional, Cruzeiro e Flamengo. O São Paulo continua interessado em Roger, atacante da Ponte Preta, mas a negociação está se prolongando. Dono de 50% da multa contratual do atleta (a outra parte é do empresário Juan Figer), o clube de Campinas teria pedido US$ 1,5 milhãopara liberar o atacante, além de participação em futura negociação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.