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São Paulo sai na frente, mas toma virada do Cruzeiro no Mineirão

Com 53 pontos, tricolor estaciona na quinta posição, com 53 pontos

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2015 | 18h48

A cada partida fora de casa o sonho do G-4  do Campeonato Brasileiro fica mais longe do São Paulo. A rotina de jogar mal e criar pouco continuou ontem e nem mesmo o lampejo de eficiência evitou a derrota de virada por 2 a 1 para o Cruzeiro, no Mineirão.

A rodada de resultados desfavoráveis passa agora a exigir uma campanha perfeita para conseguir chegar à Libertadores. Esse nível de atuação precisa ser bem superior ao apresentado em Belo Horizonte, onde o time foi dominado.

Dênis teve um primeiro tempo digno dos melhores jogos da carreira de Rogério Ceni. O atual reserva do São Paulo fez quatro defesas milagrosas e ainda foi cobrar uma falta. Pato foi derrubado, os jogadores fizeram sinal e lá foi o goleiro atravessar o campo e para tentar marcar. Apesar de sempre treinar os chutes no dia a dia, a tentativa parou na barreira.

Esse erro é insignificante diante da ótima atuação de Dênis. O melhor jogador do São Paulo em campo compensou as inúmeras falhas do time, que poderia ter ido para o intervalo com vários gols de desvantagem. A equipe mal conseguia passar do meio-campo, não tinha saída de bola e era anulado pelo Cruzeiro.

O retrato do jogo nos minutos iniciais era tão medonho quanto o começo da derrota para o Santos por 3 a 1, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. Basicamente o São Paulo cobrava tiro de meta curto, buscava avançar pela direita, com Bruno, perdia a bola e via algum atacante sair livre na frente do goleiro.

Dominado, o São Paulo recebeu um gol de presente depois de resistir a uma blitz mineira. Aos 31 minutos, uma cobrança de escanteio acabou com a cabeçada certeira de Luis Fabiano. O aniversariante do dia comemorou os 35 anos ao marcar o 100º gol do time na temporada.

A injustiça no placar diminuiu no minuto seguinte, quando o Cruzeiro empatou. Willian aproveitou sobra para acertar bom chute rasteiro e no canto, sem chance para Dênis.

O segundo tempo equilibrou as forças e deixou o jogo mais amarrado e pouco atrativo. O São Paulo deixou de insistir no fraco lado direito e passou a explorar mais o outro setor, além der arrumar a marcação.

As chances  diminuíram e o que pesou para definir o resultado foi conseguir arrumar a criação. O São Paulo continuou vivendo de migalhas, oportunidades surgidas mais do acaso de bolas paradas do que da inteligência dos apagados Ganso e Pato. Já o Cruzeiro, conseguiu mexer e virar o placar.

Mano Menezes decidiu colocar Leandro Damião para abrir a defesa adversária e teve enorme êxito. Aos 35 minutos, Ariel Cabral dominou, viu o atacante livre e desmarcado entre a perdida zaga são-paulina. Damião recebeu o lançamento e encheu o pé para fazer o segundo, que garantiu a merecida vitória.

 

 

FICHA TÉCNICA

 

CRUZEIRO

Fábio; Ceará, Bruno Rodrigo, Manoel e Fabrício; Willians, Henrique e Ariel Cabral; Arrascaeta (Marquinhos), Gabriel Xavier (Leandro Damião) e Willian (Charles). Técnico: Mano Menezes.

 

SÃO PAULO

Dênis; Bruno (Hudson), Rodrigo Caio, Lucão e Reinaldo; Thiago Mendes, Wesley (Centurión) e Ganso; Michel Bastos, Alexadre Pato e Luis Fabiano (Alan Kardec). Técnico: Doriva.

 

ÁRBITRO

Marcelo de Lima Henrique (PE).

GOLS

Luis Fabiano, aos 31, Willian, aos 32 minutos do primeiro tempo. Leandro Damião, aos 35 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS

Manoel, Alan Kardec, Thiago Mendes

RENDA

R$ 1.001.675,00

PÚBLICO

33.417 pagantes

LOCAL

Mineirão, em Belo Horizonte

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