Érico Leonan/Divulgação
Érico Leonan/Divulgação

São Paulo se apega aos quatro jogos finais para evitar vexame no Paulista

Fora da zona de classificação, clube tenta se reestruturar para conseguir vaga na próxima fase

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2019 | 04h30

Com o time vaiado, jogadores contestados e a diretoria criticada, o São Paulo se apega aos quatro jogos restantes na primeira fase do Campeonato Paulista para não aumentar a crise. A equipe tem como próxima chance de reação o jogo contra o Bragantino, no domingo, no mesmo dia em que completará um mês sem conseguir vencer.

No momento o time está fora da zona de classificação para as quartas de final do Estadual, correndo o risco de não ficar nem entre os oito melhores da competição. Das partidas que faltam para tentar se salvar, o São Paulo jogará fora de casa com o Bragantino, depois vai receber no Morumbi a Ferroviária e o Palmeiras e encerrará a fase diante do São Caetano, no campo do adversário.

A última vitória do time no ano foi contra o São Bento, dono da pior campanha do Paulista. Um gol de Hernanes garantiu o placar magro de 1 a 0. Depois disso, a estabilidade e uma parte do projeto para 2019 ruíram. O técnico André Jardine deixou o cargo e a participação do clube na desejada Libertadores durou somente dois jogos.

As decepções da torcida chegaram ao elenco e à diretoria. O presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assim como o diretor de futebol, Raí, viraram alvos dos são-paulinos. No domingo, antes do jogo com o Red Bull, no Morumbi, a torcida chegou a pedir a saída do ídolo Raí.

Os jogadores também são alvos da insatisfação. Um dos maiores problemas é o ataque, setor que recebeu reforços nesta temporada, mas só marcou um gol nos oito últimos jogos.

O São Paulo, no entanto, é uma equipe em transição. O clube aguarda o técnico Cuca se apresentar ao trabalho em abril, ao mesmo tempo em que estuda mexer no elenco. Para reduzir a folha salarial, a diretoria deve negociar alguns jogadores, como o atacante Diego Souza, que tem proposta do Botafogo. E a saída de Nenê voltou a ser uma possibilidade.

Desafios do São Paulo:

Ataque inoperante

O São Paulo reforçou bastante o setor, mas seus atacantes só marcaram um gol nos oito últimos jogos do time

Técnico interino

Vágner Mancini é coordenador, mas tenta reestruturar o time enquanto aguarda a chegada de Cuca, prevista somente para abril, perto do fim do Estadual

Diretoria pressionada

Críticas nos bastidores e vindas da torcida criam instabilidade no trabalho comandado pelo presidente Leco e pelo diretor Raí

Mudanças no grupo

Elenco passa por reformulações, com a possível saída de jogadores que recebem salários elevados, como Diego Souza

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