São Paulo se despede com vitória

O presidente são-paulino, Marcelo Portugal Gouvêa, mandou recado para Leão ?sugerindo? que Falcão, o melhor do mundo do futsal em 2004, fosse escalado na partida de hoje entre São Paulo e Mogi Mirim, em Mogi, na rodada de encerramento do Campeonato Paulista. O título já estava assegurado e o jogo não tinha nenhuma importância. O treinador, que insistia em mantê-lo fora, mudou de idéia e resolveu colocá-lo no ataque ao lado de Grafite. Mais uma vez, porém, mostrou falta de paciência com o jogador e o tirou no intervalo. Acabou com a festa e a curiosidade do são-paulino, que queria vê-lo em campo durante os 90 minutos. E irritou a diretoria, insatisfeita com o tratamento dado a Falcão, apesar da vitória por 2 a 1 sobre o Mogi. Leão alega que Falcão não vem treinando bem desde que chegou ao clube, em janeiro. E, por isso, raramente o coloca para jogar. Mas, como ele mesmo diz, seguindo um velho chavão, treino é treino e jogo é jogo. Por que não experimentar o atleta? Ele deu tantas oportunidades a Souza, Jean e Vélber, que, mesmo jogando mal inúmeras vezes e provando não ter condições de vestir a camisa tricolor, sempre voltam ao time. É essa falta de coerência que enerva os dirigentes. Por que a má vontade com Falcão? Muitos acreditam que Leão não lhe dá chances por ter sido uma contratação do presidente e não indicação sua. Falcão pode não ter brilhado no primeiro tempo, mas também não foi mal para quem nunca havia jogado mais do que meia hora. Poderia ter feito dois gols. Não deu sorte na finalização. A bola passou perto. E deu um bonito chapéu. "Tive duas chances, precisava ter feito pelo menos um gol", lamentou. Em seu lugar, entrou Vélber, que nada fez. O ?pedido? para Leão escalar o atleta havia sido feito pelo próprio presidente por meio do programa oficial do clube, na Rádio Trianon. "Quero fazer uma avaliação mais fiel do Falcão. Como o jogo contra o Mogi não vale nada, acho que seria uma boa oportunidade", disse Gouvêa. Aborrecido, Falcão já fala em voltar para o futsal. O jogo foi interessante para o torcedor, com lances de ataque dos dois lados e ótimas defesas de João Gabriel, do Mogi, e Rogério Ceni, do São Paulo. Grafite, o melhor em campo e um dos destaques da competição, abriu o placar para o São Paulo, que atuou com time misto, no primeiro tempo. No segundo, Marcelo Rosa empatou, de pênalti, e Souza deu a vitória à equipe da capital. Os são-paulinos enfrentam agora a Universidad de Chile, quinta-feira, pela Libertadores, em Santiago.

Agencia Estado,

17 de abril de 2005 | 20h18

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