Michaela Rehle/Reuters
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São Paulo se prepara para receber Breno de volta

Tricolor desenvolve planejamento especial para prepará-lo para jogar profissionalmente de novo

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

06 de dezembro de 2014 | 07h00

Prestes a ser solto pela Justiça alemã, Breno será em tese o primeiro reforço do São Paulo para a próxima temporada, mas o clube sabe que precisará de enorme cautela. Antes de pensar no zagueiro em campo, o clube prepara uma rede de apoio para que ele possa se ressocializar e não estipula um prazo para seu retorno às atividades profissionais.

Preso em 2011 por atear fogo na própria casa quando defendia o Bayern, o jogador será solto no próximo dia 20 e deve retornar ao Brasil na sequência para passar as festas de fim de ano com a família. A partir daí, ganhará alguns dias de folga para então se apresentar a Muricy e iniciar o trabalho com o grupo.

Existe um planejamento definido pelo clube para deixá-lo preparado para ao menos voltar a campo e começar a se readaptar ao esporte. Breno será entregue aos cuidados do departamento de fisiologia e fisioterapia para recondicionar seu corpo ao de um atleta de alto rendimento. A equipe de nutricionistas fará um estudo de readequação alimentar. "Não estamos fazendo uma grande contratação, estamos recuperando uma pessoa", disse Muricy Ramalho.

Breno já vem recebendo uma ajuda de custo do clube há dois anos, quando foi recontratado mesmo estando preso. O valor será reajustado assim que ele estiver à disposição de Muricy. A psicóloga do clube, Analy Couto, será escalada para dar a assistência necessária. A percepção é de que o trabalho extracampo precisará ser intenso e os dirigentes pedem calma. "É um processo que acreditamos ser longo, não pode se pensar no Breno jogando tão rapidamente", ponderou Ataíde Gil Guerreiro, que acredita em Breno jogando antes de seis meses. "Ele precisa de tempo e daremos isso."

Revelado em 2007 por Muricy Ramalho, Breno formou ao lado de André Dias e Miranda a melhor zaga da história do Brasileiro, com 19 gols sofridos em 38 jogos. Foi vendido ao Bayern no mesmo ano por cerca de R$40 milhões à época. Na Alemanha, sofreu com uma série de lesões graves e acabou sendo preso por incendiar sua casa. O bom comportamento garantiu que a Justiça primeiro o concedesse liberdade condicional e depois aceitasse liberá-lo com dois terços da pena cumpridos.

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