Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

São Paulo se retira em Cotia para afinar clima

Problemas de relacionamento em todas as áreas minaram astral do grupo em 2013

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2014 | 04h53

SÃO PAULO - Não é só a forma física e técnica que o São Paulo irá aprimorar na estadia no Centro de Formação de Atletas em Cotia que iniciou na última segunda-feira e vai até o fim da próxima semana. A comissão técnica e os jogadores querem aproveitar o momento para unir o grupo e fortalecer a relação para iniciar a temporada sem os inúmeros problemas apresentados em 2013, quando o clube teve crises de relacionamento em todas as esferas.

As primeiras rusgas surgiram com o ex-diretor de futebol Adalberto Baptista, que não era tolerado pelos atletas e recebia críticas pela forma como conduzia o departamento. Protegido do antigo homem forte do presidente Juvenal Juvêncio, Ney Franco também minou o astral quando passou a criticar abertamente o desempenho da equipe antes de ser demitido. Membros da diretoria reconhecem que a atuação desastrosa da dupla fragilizou o grupo no momento de maior pressão.

Mas o tiroteio não se restringiu apenas aos diretores e o próprio elenco experimentou momentos de rusgas. "Problemas não tivemos (em 2013), mas você vê alguns jogadores, por estarem jogando e irem para a reserva, de repente baixarem a guarda e sentir um pouco. Se todo mundo se ajudar, temos tudo para ter sucesso, mas se um joga, outro não e faz biquinho, fica difícil", disse Maicon. Entre os jogadores que perderam o posto durante a última temporada estão Jadson, Wellington, Osvaldo e Luis Fabiano, o único a conseguir reconquistar um pouco de espaço.

A esperança agora é que a experiência de lutar contra o rebaixamento e o período enclausurados ajude os atletas a afinarem o discurso para superar as adversidades e o elenco enfraquecido em relação ao ano passado. "Isso une o grupo, dá a possibilidade de a gente conversar algumas coisas, jogador tem que conversar sempre", pondera Antonio Carlos, que chegou ao Morumbi no ápice da crise. "A partir do momento que passamos a nos cobrar um pouco mais é que subimos na tabela", ponderou.

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