São Paulo segura pressão da Ponte Preta e fica no 0 a 0

Time de Muricy Ramalho vai a 12 pontos e mantém invencibilidade; equipe de Campinas continua líder

André Rigue, estadao.com.br

02 de fevereiro de 2008 | 18h04

O São Paulo segurou a pressão da Ponte Preta e ganhou mais um ponto no Campeonato Paulista ao ficar no 0 a 0 em Campinas, em jogo válido pela sexta rodada. O time do técnico Muricy Ramalho manteve a invencibilidade e foi para 12 pontos na tabela de classificação - com três vitórias e três derrotas.   Veja também:  Resultados e calendário  Classificação   A Ponte Preta, por sua vez, continua na primeira posição, agora com 13 pontos - o time pode ser ultrapassado neste domingo pelo Guaratinguetá (12 pontos e quatro vitórias), que recebe o Guarani, no Estádio Dario Leite.   Com o contrato renovado até dezembro de 2009, Muricy surpreendeu e mudou a formação do São Paulo. O time entrou no gramado do Moisés Lucarelli com Júnior na lateral-esquerda e Richarlyson mais solto, fazendo a função de terceiro zagueiro e volante - o meia Hugo perdeu a vaga.   Mas a nova formação do time tricolor não surtiu muito efeito no primeiro tempo. A jogada forte voltou a ser a bola aérea, principalmente nos cruzamentos de Jorge Wagner. A Ponte, por sua vez, só levou perigo nas cobranças de escanteio e em alguns chutes de Renato.   O jogo seguiu equilibrado por toda a etapa inicial. As equipes criaram poucas chances de gol. A única "ameaça" ao goleiro Rogério Ceni foram os quero-queros - o jogador pediu para o árbitro Flávio Rodrigues Guerra retirar alguns filhotes que estavam na beira do campo.   Contudo, os torcedores puderam se agitar com um lance aos 39 minutos, quando o atacante Borges, que entrou no lugar de Dagoberto (deixou o campo aos 20 minutos com uma contusão na virilha direita), tocou para Adriano na cara do gol - o Imperador se atrapalhou com a marcação e o goleiro Aranha pego a bola nos seus pés. Ponte Preta 0 Aranha; Eduardo Arroz (Raulen), César    , Jean e Vicente; Deda, Bilica, Elias (Ricardo Conceição) e Renato; Leandro (Danilo Neto) e Marcelo Soares Técnico: Sérgio Guedes São Paulo 0 Rogério Ceni; Joilson    , André Dias, Miranda e Júnior (Carlos Alberto    ); Fábio Santos (Hugo), Hernanes, Richarlyson     e Jorge Wagner; Dagoberto (Borges    ) e Adriano Técnico: Muricy Ramalho Árbitro: Flávio Rodrigues GuerraRenda: R$ 218.769,00Público: 15.382 pagantes (total: 15.832)Estádio: Moisés Lucarelli, em Campinas Adriano reclamou da forte marcação da Ponte. "Eles jogam forte, é sempre assim. Com a entrada do Borges, melhorou um pouco a movimentação, mas a marcação deles não diminuiu."   A Ponte voltou animada no segundo tempo e se lançou ao ataque. Logo aos 2 minutos, Renato finalizou de bicicleta dentro da área. Rogério Ceni fez uma grande defesa, pulou no cantinho e espalmou para escanteio.   Ao perceber a pressão do adversário, Muricy mudou o time e retirou Júnior de campo - o jogador foi mal e pecou nos cruzamentos. O técnico colocou o volante Carlos Alberto (que conseguiu tomar cartão amarelo por entrar antes de ser autorizado). Richarlyson foi novamente deslocado, desta vez para a lateral.   O jogo ficou aberto e as duas equipes desperdiçaram grandes chances. Pelo lado do São Paulo, Jorge Wagner recebeu passe de Adriano aos 37 minutos e ficou na cara de Aranha. Ele, no entanto, chutou forte e para fora. Aos 41, Danilo Neto puxou contra-ataque para a Ponte e perdeu um gol incrível ao chutar em cima do corpo de Rogério.   No final, as duas equipes deixaram o campo satisfeitas, principalmente o São Paulo. "Foi um jogo muito equilibrado, mas o resultado acabou sendo justo. Vamos agora prosseguir a luta que o campeonato é duro", conta Jorge Wagner.

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