São Paulo: sem prêmio por vitória no Peru

Quem pensa que a vitória sobre o Alianza, quarta-feira, em Lima, vai render bom prêmio aos jogadores do São Paulo engana-se. Ninguém receberá nenhum tostão. O presidente Marcelo Portugal Gouvêa decidiu manter o sistema adotado no Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o elenco passou a receber gratificação por objetivo conquistado.Muita gente, no Morumbi, apostava que ele pudesse abrir os cofres para a competição continental, afinal, o título da Taça Libertadores da América é o grande objetivo para a temporada. E um bom desempenho do time na primeira fase deverá ter influência direta no resultado das eleições de abril, quando o dirigente lutará pela reeleição. Gouvêa, porém, mostra-se irreversível. "Não vamos pagar bicho por vitória. Apenas por meta alcançada", afirmou. "Mas ainda não nos reunimos para falar em valores."O presidente são-paulino aprendeu com alguns erros do passado, quando, por exemplo, ofereceu mais dinheiro do que poderia para contratar Ricardinho. Nos últimos meses, vem administrando cuidadosamente a questão financeira e não abre mão de sua política pés-no-chão.Juvenal Juvêncio, diretor de Futebol, teve participação direta na mudança de mentalidade de Gouvêa. Desde que assumiu o cargo, em maio de 2003, fez questão de trabalhar para a redução de gastos. E conseguiu. Foi ele, por exemplo, quem vetou, com o aval do presidente, a contratação de Warley, que acabou se transferindo para o São Caetano. Achava que o atacante estava pedindo demais.

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