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São Paulo sobe

Nenê estreia, Cueva volta (com gol), Diego Souza marca e devagar o time ganha forma

Antero Greco, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2018 | 04h00

O torcedor do São Paulo anda preocupado. Com razão. O medo de passar vexame, como no ano passado, faz com que as cobranças já tenham surgido, com meia dúzia de apresentações em 2018. As vaias disseram “Presente!”, no intervalo do jogo deste sábado com o Botafogo. Ao final, se transformaram em aplausos, após os 2 a 0, terceira vitória na temporada, contra duas derrotas, um empate e diversas dúvidas em torno do futuro.

Não sou dos que intimam o público a ter paciência; no máximo, sugiro calma. Sei que fã que se preze age por impulso, na emoção, no calor da hora. Depois, reflete... Em todo caso, aqui vai de novo a recomendação de que se deve dar crédito de pelo menos outras seis partidas, para avaliação sensata a respeito do que a rapaziada de Dorival Júnior poderá oferecer.

A primeira parte do duelo com o Botafogo não foi animadora. O pessoal de Ribeirão mandou duas bolas na trave e testou à vontade os reflexos e a agilidade de Sidão. O goleiro evitou que o caldo tricolor entornasse. A segunda metade foi melhor, com a entrada de Cueva, com marcação melhor no meio-campo, e com eficiência nas chances que surgiram. Não muitas, três para ser bem justo. Duas foram aproveitadas, nos lances com Diego Souza e no pênalti que Cueva cobrou, guardou e festejou com pedido de desculpas para a plateia. E, de quebra, para mostrar para o técnico da seleção do Peru, o argentino Ricardo Gareca, que se trata de profissional confiável, pacato e etc.

Dorival observou, em boa parte do segundo tempo, como se comporta o São Paulo com trio experiente formado por Cueva, Nenê e Diego Souza, além de Petros e Jucilei no meio. Em princípio, esse é o bloco dos atletas experientes com o qual contará para dar estabilidade e credibilidade ao time.

Nenhum dos cinco decepcionou, tampouco foi exuberante. Provaram o que se sabe: são úteis, porém com tendência a desgaste. Por isso, será imprescindível para o técnico avaliar a condição individual a cada rodada, e durante os jogos. Para fazer mexidas necessárias, antes que baixe muito o desempenho. O São Paulo devagar, com oscilações, começa a ter uma cara; ainda nem bonita nem feia. Estão delineados só os contornos.

NO WC

Foi emblemático: a eleição que apontou o novo presidente do Corinthians terminou com o ganhador, Andrés Sanchez, acuado no banheiro feminino do ginásio do Parque São Jorge. O dirigente foi levado para o reservado, para evitar agressões de grupos dissidentes, inconformados com seu retorno ao poder. Decepcionante o resultado, inadmissível a violência. Não se contesta resultados das urnas na base do grito, da intimidação e do tapa.

O sistema de escolha comporta um dado positivo e uma contradição. Bom que os sócios votem, apesar de frequência mínima (não chegou a 4 mil o número de eleitores). Ruim que não haja separação entre a gestão, digamos, da sede social e do futebol, hoje sem nenhuma convergência. Enquanto não houver clube-empresa, esse tipo de pleito não traduz a vontade, de fato, dos torcedores.

No caso do Corinthians, reconduziu ao poder dirigente que obteve vitórias no campo, mas levou a dívidas enormes, uma delas com a construção do estádio. E que, além disso, é investigado por crime tributário. O nome da chapa que encabeçou é Renovação e Transparência.

DOMINGO NO PARQUE

Palmeiras e Santos têm teste para valer, no duelo da tarde deste domingo, marcado para o Allianz. De um lado, o líder invicto do Paulista, em ascensão e com um contorno bem delineado sob o comando de Roger Machado. De outro, um Santos que aos poucos se apruma com Jair Ventura e que conta com o retorno de Gabigol. Bom programa.

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