Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

São Paulo sonda novo técnico, mas tem poucas opções no mercado

Diretoria restringe procura para substituto de Muricy Ramalho

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2015 | 07h00

A era Muricy Ramalho acabou nesta segunda-feira e deixou o São Paulo com poucas opções para encontrar um novo técnico. A gestão de um ano e meio do ex-treinador se encerrou às vésperas de partidas decisivas para o clube e, pelas exigências traçadas pela diretoria tricolor, há poucos candidatos a substituto. Até a definição do novo treinador, o time fica sob o comando do interino Milton Cruz.

O presidente Carlos Miguel Aidar e o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, já têm em mãos os requisitos para o novo comandante. É preciso ser alguém que tenha o mesmo impacto de Muricy, seja brasileiro e esteja desempregado. A falta de nomes no mercado já havia ajudado na manutenção do comandante duas semanas atrás, quando o técnico colocou o cargo à disposição depois da derrota para o Palmeiras

Dentro desse cenário de exigências, três nomes são os mais fortes. Abel Braga tem no currículo os títulos do Mundial e da Libertadores com o Inter e o Brasileiro pelo Fluminense, mas já está inclinado a retornar para o futebol árabe. O ex-Corinthians e seleção brasileira Mano Menezes também está sem clube, mas Ataíde disse ontem nem ter pensado nele.

A última das opções mais prováveis é Paulo Roberto Falcão. Como volante, jogou no São Paulo na época da primeira gestão de Aidar como presidente, já manifestou o interesse de voltar a treinar e tem viajado para estudar o futebol europeu.

Aliás, o velho continente era a primeira opção do São Paulo. Ataíde contou que logo depois da saída de Muricy telefonou para um treinador da Europa. 

"O estrangeiro que eu queria trazer, um europeu, não vai poder vir. Meu projeto foi por água abaixo. Nossa solução está no mercado brasileiro", afirmou o dirigente, que não quis falar nem o nome nem a nacionalidade do técnico.

Ataíde concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira pouco depois de oficializar a saída de Muricy. O dirigente estava abatido e por várias vezes citou por engano o nome do ex-técnico em vez de se referir ao interino.

A troca de comando pegou o São Paulo despreparado. A diretoria prevê que Milton Cruz vai comandar o time por até quatro jogos, período que coincide com as quartas de final do Paulista e a decisão na Libertadores contra o Danubio, no Uruguai.

Pelo planejamento de Ataíde, Muricy ficaria no cargo até o fim do contrato, em dezembro, e depois tiraria alguns meses de descanso. Para o lugar dele viria algum estrangeiro e o sonho da diretoria era repetir o sucesso do húngaro Béla Guttman na década de 1950. “Meu projeto morreu e só pode voltar em um futuro longínquo”, comentou.

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