Carlos Costa/Futura Press
Carlos Costa/Futura Press

São Paulo faz gol no fim, rebaixa o Goiás e está na Libertadores

Resultado coloca time do Morumbi com 62 pontos na tabela, em 4º

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

06 de dezembro de 2015 | 19h22

O São Paulo jogou claramente para empatar com o Goiás e confirmar a vaga na Libertadores. Mas conseguiu mais do que queria em Goiânia neste domingo, na partida que marcou a despedida oficial da carreira de Rogério Ceni. Um golaço do outro Rogério, o atacante, garantiu a vitória por 1 a 0 e a quarta colocação no Brasileirão, com 62 pontos.

No próximo ano, o Tricolor entra na fase prévia da Libertadores. E terá de passar por uma reformulação até lá. Além de Rogério Ceni, Luís Fabiano e Alexandre Pato (que não atuou) certamente não continuarão em 2016. E o time ainda tem de correr atrás de um treinador.

Não é exagero dizer que o principal fato do primeiro tempo ocorreu antes de a bola rolar. Foi o protesto dos jogadores, que cruzaram os braços por alguns segundos, gesto que teve como objetivo pedir a renúncia do presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero. A manifestação foi organizada pelo Bom Senso F.C.

Quando o jogo começou, foi como se os atletas de ambas as equipes tivessem permanecidos de braços cruzados. Tanto São Paulo como Goiás pecaram pela falta de objetividade, pelo desinteresse em agredir o adversário. Optaram pelo toque de bola seguro - sobretudo a equipe paulista, que tem jogadores bem mais talentosos que a goiana -, como se estivessem interessados em fazer o tempo passar, apesar da imensa distância que existia para o fim do jogo e da temporada.

Ao São Paulo o empate pelo menos interessava, servia, uma vez que era quase impossível o Internacional tirar a desvantagem no saldo de gols. Mas o Goiás ainda tinha alguma esperança (pequeníssima, é verdade) de escapar da degola. Assim, mesmo considerando-se a limitação da equipe, era difícil entender a falta de ambição, a apatia dos jogadores.

Milton Cruz deixou Pato no banco e montou um lado esquerdo do time que no papel seria forte - com Michel Bastos e Carlinhos e até com a possibilidade de o lateral-esquerdo Reinaldo subir. Mas, na prática, não foi o que se viu. A rigor, apenas Thiago Mendes, pelo meio, tentava jogadas mais agudas.

A consequência é que até os 39 minutos o jogo teve apenas uma conclusão a gol - Michel Bastos, fraco, de fora da área. Então, Thiago Mendes tabelou com Alan Kardec, mas Renan se antecipou e evitou o gol. Pouco depois, Ganso isolou a bola ao chutar de dentro da área. Foi só, pois o Goiás não fez rigorosamente nada.

O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro. O São Paulo continuou apostando no empate - o técnico Milton Cruz admitiu isso na volta do intervalo - e se preocupou em deixar o tempo passar. Não atacou com entusiasmo, mas também não permitiu quase nada ao Goiás.

Milton Cruz só tentou alguma coisa ao ver que havia o risco de o time tomar um gol, o que lhe tiraria a vaga, pois o Internacional vencia o Cruzeiro. Mas se deixou o time mais agressivo quando Wesley entrou no lugar de Bruno, fortaleceu a defesa quando Thiago Mendes precisou sair e ele colocou o zagueiro Lyanco.

Sorte dele é que Michel Bastos também não conseguir ir até o final. Aí, Milton Cruz colocou o atacante Rogério em campo. E foi ele, aos 47 minutos do segundo tempo, que acertou um belo chute cruzado, no ângulo, para dar ao São Paulo uma vitória que o time não merecia. E que nem fez muita questão de conseguir.

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