São Paulo tem cenário ideal para conquistar o Brasileirão

Diante de sua torcida, time tricolor precisa apenas de empate contra o lanterna América-RN

Giuliano Villa Nova, Estadão

30 de outubro de 2007 | 19h49

Não poderia haver cenário melhor para que o São Paulo conquiste seu quinto título brasileiro. Basta um mísero empate contra o América-RN, lanterna do Nacional e já rebaixado para a Série B, às 21h45, no Morumbi, para que o time do técnico Muricy Ramalho enfim confirme uma conquista que até os adversários consideram sua, há várias rodadas. E incentivo para os jogadores não vai faltar, já que mais de 60 mil pagantes devem lotar o estádio são-paulino e empurrar a equipe para a conquista.  Veja também: Restam 12.659 ingressos para ver jogo do título do São Paulo  Dagoberto consegue dar a volta por cima em sua carreira Apesar de questionado, Muricy busca o bi no Brasileiro Apesar de nem o mais pessimista são-paulino acreditar que o time possa perder a chance de ser campeão nesta quarta-feira, o elenco se esforça para manter a seriedade. "Se entrarmos em campo achando que somos os melhores do mundo, vamos perder", alerta o técnico Muricy Ramalho. "Será um jogo de paciência, porque não é tão fácil quanto se pensa, pois o América-RN tem melhorado, há algumas rodadas, e seus jogadores não têm nada a perder, mas vão querer mostrar trabalho e aparecer, para serem valorizados", opina o treinador. Para não protagonizar uma das maiores decepções da história recente do clube, o treinador aposta na concentração, que fez o time liderar o torneio desde a 17.ª rodada. "Manter o foco, num campeonato tão longo e difícil como Brasileiro, é muito complicado", comenta Muricy. "Mas isso continuará até o final, até conquistarmos nosso objetivo", diz.  "Os jogadores sabem as dificuldades que enfrentamos para chegar até aqui e não vamos perder a seriedade neste momento", garante Muricy. "No momento em que oscilamos, tivemos tranqüilidade e experiência para superar as críticas", comenta o treinador, referindo-se à seqüência de três jogos sem vencer na competição.  Para quem esperou tanto tempo para ser campeão, a ansiedade não parece mais incomodar. É consenso que tudo tem de dar errado para que o São Paulo não saia do Morumbi campeão. "Cabe a nós fazer nosso papel, para podermos conquistar o título e retribuir o apoio da torcida", projeta o goleiro Rogério Ceni.  Momento certo Outra aposta da comissão técnica é a de que o time chegou no seu auge técnico e tático no momento certo. Nos jogos que deixaram a equipe a um ponto do título, especialmente nas vitórias sobre o Cruzeiro (1 a 0) e o Sport (2 a 1), jogadores experientes como Jorge Wagner e Júnior encontraram seu espaço no time. "Eu não tive um começo de campeonato muito bom, fiquei na reserva um bom tempo, mas continuei trabalhando sério", explicou Júnior, titular da lateral-esquerda na fase decisiva da competição. "Com o Muricy, quem está melhor joga e felizmente eu tive a chance de entrar e não sair mais", comenta o jogador de 34 anos. São PauloRogério Ceni; André Dias, Miranda e Breno; Leandro, Hernanes, Richarlyson,Jorge Wagner e Júnior; Dagoberto e AloísioTécnico: Muricy RamalhoAmérica-RNSérvulo; Carlos Eduardo, Rogélio, Robson e Ney Santos; Lano, Marquinhos, Leandro Sena e Berg (Toni); Fernandes e GeovaneTécnico: Paulo MoroniÁrbitro: Lourival Dias Lima Filho (BA)Estádio: MorumbiHorário: 21h45 (de Brasília)TV: Pay-per-view Como de hábito no clube, não houve grandes mudanças na rotina do time às vésperas da decisão. O último treino ocorreu ontem à tarde, no Morumbi. O esquema tático que vem sendo utilizado, com Júnior na lateral-esquerda e Jorge Wagner no meio-campo, será mantido. A única alteração será na defesa, que não terá Alex Silva, com uma lesão no joelho direito. André Dias será o seu substituto. O atacante Borges, recuperado de lesão muscular, ficará no banco de reservas e pode entrar no segundo tempo.  Fim do Tabu Se bater o América-RN, será a primeira vez que o São Paulo conquistará o Campeonato Brasileiro com uma vitória. Em 1977, o triunfo sobre o Atlético-MG veio nos pênaltis, por 3 a 2, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Em 1986, a vitória contra o Guarani também foi obtida nas penalidades, por 3 a 2, após 1 a 1 no tempo normal e 2 a 2 na prorrogação. Em 1991, na decisão com o Bragantino, o 0 a 0 garantiu a taça. E no ano passado, o título veio após a igualdade por 1 a 1 com o Atlético-PR.

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