Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

São Paulo tem decisão na Libertadores

Às 22 horas, Morumbi acompanha a agonia do Tricolor em sua jornada para não ser eliminado

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Foram duas semanas de sentimentos à flor da pele, mas a espera terminou. A partir das 22 horas, o Morumbi acompanha a agonia do São Paulo em sua jornada para não ser eliminado ainda na primeira fase da Copa Libertadores e evitar um vexame histórico. O cenário que se desenha não é dos mais simples já que o time não depende apenas de seus esforços, mas se quiser manter viva a chama da esperança é necessário fazer o que ninguém conseguiu: derrotar o Atlético-MG.

O próprio elenco admite que a situação é indigesta já que os mineiros venceram seus cinco jogos e virão para tentar eliminar o rival e evitar novo confronto nas oitavas de final - se o São Paulo passar de fase, terá a pior campanha entre os segundos colocados e enfrentará mais uma vez o Galo, melhor time da primeira fase. Os jogadores não esperam nenhum tipo de relaxamento do adversário. "Se eles puderem pisar na cabeça, vão pisar. Eles sabem que o São Paulo é acostumado a disputar esse tipo de competição. Eles vão vir para nos prejudicar, mas vamos mostrar nossa força e suar sangue para vencer essa partida", afirmou Osvaldo.

A declaração do atacante reflete o estado de ânimo dos jogadores nos últimos dias. Acusado de falta de raça por parte da torcida, o elenco tenta reagir e mostrar comprometimento para ganhar novamente a torcida. "Se precisar romper o ligamento do outro joelho para ganhar, eu rompo", exagerou Wellington.

Somados ao caldo de pressão estarão os pelo menos 40 mil torcedores esperados no Morumbi. Existe o temor de que o estádio vire uma enorme panela de pressão em caso de insucesso. "Precisamos entender o torcedor. Não tivemos uma atuação convincente até agora na Libertadores. Os números mostram que é o melhor time do país, mas ainda assim podemos conseguir a vitória. Tomara que tenhamos a capacidade de dar esse presente ao torcedor", disse Ney Franco.

O técnico não quis confirmar o time para a partida, mas terá de se virar sem Jadson e Luis Fabiano, ambos suspensos, e Maicon, que vinha atuando como titular, mas está fora por lesão. Os mais cotados para assumir as vagas são Douglas, Aloísio e Denilson, embora exista a possibilidade - remota - de uma surpresa. "Nesse momento vale tudo e estou tentando passar o mínimo de informações para o rival. Se isso ganha ou não o jogo eu não sei, mas prefiro que seja assim", despistou.

FÉ 

Mesmo com tantas adversidades, o Tricolor não se abala e confia em pelo menos fazer sua parte e derrubar o rival. Os jogadores se apoiam no peso da camisa, na tradição da equipe na Libertadores e na motivação para reverter a situação desfavorável. "Somos profissionais capacitados para isso. Estamos de pé e vamos em busca da vitória", prometeu Wellington. Vencer pode nem ser o suficiente, mas o São Paulo tem uma chance de ouro para impor sua força e renascer na competição. Fácil não será. Impossível, muito menos.

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