São Paulo tem o retorno de Rogério Ceni ante Flamengo

Se os altos e baixos e a derrota para o Atlético-GO no meio de semana seriam motivos suficientes para afastar o torcedor do Morumbi para o jogo contra o Flamengo, uma pessoa sozinha é capaz de fazer tudo mudar e arrastar uma multidão. Uma pessoa, não; para os são-paulinos, um mito: Rogério Ceni volta ao time sete meses após seu último jogo (contra o Santos, na última rodada do Brasileiro do ano passado) e renova o ânimo da torcida com uma equipe que não consegue se acertar e precisa de uma reação rápida para não se descolar muito do G-4.

FERNANDO FARO, Agência Estado

29 de julho de 2012 | 06h11

Apesar do evidente clima de euforia com o retorno de um dos jogadores mais importantes da história do São Paulo, os jogadores não querem transformar a partida em uma grande festa. A começar pelo próprio goleiro, que alerta para a necessidade de reação imediata e cobra mais ambição dos companheiros. "Jogar no São Paulo é uma responsabilidade, fazemos uma campanha média mas quem joga aqui não pode buscar ser mediano, e sim a ponta da tabela. O Atlético-MG já abriu 12 pontos e só vamos reverter isso ganhando", explicou o Rogério.

A principal preocupação de Ney Franco para o duelo é corrigir os inúmeros erros de posicionamento defensivo apresentados no Serra Dourada. O técnico julga que três dos quatro gols sofridos (exceto o de pênalti) aconteceram por bobeadas na defesa e focou a maior parte do trabalho em corrigir a distribuição dos atletas em campo. "Tivemos alguns descuidos no jogo passado. No primeiro gol em Goiânia era para o Denilson estar marcando na área e o Douglas na barreira, não o contrário; falhamos no posicionamento em dois gols e no último era para um jogador do meio ter feito a cobertura. Acredito na prática e repetição dos exercícios, estamos trabalhando nisso", explicou.

Sem poder contar com Douglas, suspenso, o técnico pode improvisar João Filipe (que volta após cumprir suspensão) como lateral-direito e adotar o 4-4-2 ou então manter o esquema com três zagueiros e colocar Rodrigo Caio na direita. Como não gosta de alterar a formação com frequência, a tendência é que ele opte pela segunda opção.

O ataque trará a outra atração da tarde, essa de futuro ainda incerto. Após ficar dois jogos fora por lesão, Luis Fabiano volta à equipe após mais um desentendimento com torcedores organizados. Ainda assustando a diretoria com a possibilidade de pedir para ser negociado, o camisa 9 terá a possibilidade de apagar as brigas do passado e ter a pressão diminuída com o retorno de Rogério Ceni. Ao seu lado, Ademilson tentará manter sua ótima média de um gol por jogo em sua terceira partida como titular.

Ainda sem resultados expressivos nos quatro jogos à frente da equipe, Ney descarta que a volta do capitão facilite sua relação com a torcida e promete uma atitude diferente daquela apresentada no primeiro tempo contra o Atlético-GO. "Queria que nosso torcedor fosse para o campo esperando uma equipe muito aguerrida e com muita raça. Não tenho pretensão de que o Rogério seja meu escudo. A volta dele é importante pelo momento e para darmos uma arrancada, quero que o torcedor vá para o campo com esse espírito. Vamos jogar o tempo todo em cima do adversário", prometeu o treinador.

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