São Paulo tenta mostrar força no início do mata-mata

Preocupado com o jogo aéreo, time de Muricy Ramalho enfrenta o Nacional-URU às 22 horas desta quarta-feira

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

29 de abril de 2008 | 18h41

Daqui para a frente, tudo vai ser diferente. Depois de sofrer para se chegar às oitavas-de-final da Libertadores, o São Paulo tenta colocar em prática o trecho da canção de Roberto Carlos a partir desta quarta-feira, às 22 horas (com acompanhamento do estadao.com.br), quando inicia o mata-mata contra o Nacional, no acanhado Estádio Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai. Veja também: Calendário e resultados O São Paulo sempre se apresenta como uma equipe de decisão, e agora terá de provar. Mas o histórico não é tão positivo assim. Desde que o técnico Muricy Ramalho desembarcou novamente no Morumbi, em 2006, o time se deparou com esta situação em 11 oportunidades. Falhou em seis. A última queda em mata-mata foi na semifinal do Paulistão deste ano, para o Palmeiras. Antes disso, com o treinador, o São Paulo já havia sido eliminado por Millonarios (nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana), Grêmio (oitavas-de-final da Libertadores) e pelo São Caetano (semifinal do Paulista), todos no ano passado, além de perder o título da Recopa para o Boca Juniors e da Libertadores para o Internacional em 2006. "Claro que temos condições de avançar e brigar pelo título, mas tem que jogar mais do que fez até agora. Vamos ver no campo se as coisas se acertam", analisou o goleiro Rogério Ceni, que completa 800 jogos pelo clube no Uruguai. "Se não tivermos pegada, seremos atropelados (pelo Nacional). Será um jogo de pressão." O presidente Juvenal Juvêncio demonstra um pouco mais de confiança. E mesmo sem mais reforços - apenas Jancarlos foi inscrito no lugar de Carlos Alberto -, aposta no São Paulo. "O ir e vir me agrada. Sei das dificuldades que vamos enfrentar, mas eu confio neste grupo, estou otimista." Já o meia Jorge Wagner fez questão de lembrar que o São Paulo não pode pensar apenas no jogo em Montevidéu. E usou o velho e batido discurso de que se trata de um "jogo de 180 minutos". "Sabemos que não vamos definir nossa classificação neste primeiro jogo. Temos que ter consciência disso e jogar com inteligência lá (no Uruguai). A decisão será aqui no Morumbi." O camisa 7 se diz satisfeito até com um empate, mas com gols. Tudo porque o regulamento da competição dá vantagem para quem marca gols fora de casa em caso de dois resultados iguais. Coincidentemente, nesta Libertadores, o São Paulo já conseguiu dois resultados de 1 a 1 (como quer Jorge W  Nacional-URUViera, Caballero, Victorino, Barone e Romero; Cardaccio (Bertolo), Javier Morales, Arismendi e Ligüera; Richard Morales e FornaroliTécnico: Gerardo Pelusso São PauloRogério Ceni; Zé Luís, Alex Silva e Miranda; Éder, Hernanes, Richarlyson, Eder Luís e Jorge Wagner; Adriano e BorgesTécnico: Muricy RamalhoÁrbitro: Rubén Selman (CHI)Estádio: Parque Central, em Montevidéu (URU)Horário: 22 horasTV: Globoagner) longe do Morumbi, contra Atlético Nacional e Sportivo Luqueño. A equipe ainda perdeu para o Audax Italiano por 1 a 0, no Chile. "Claro que queremos ganhar, esse será nosso pensamento, mas não acho ruim um empate." TRADIÇÃO EM CAMPOO confronto entre São Paulo e Nacional irá reunir nada menos que seis conquistas continentais em campo. Os uruguaios foram campeões em 1971, 1980 e 1988, enquanto os brasileiros levantaram o troféu em 1992, 1993 e 2005. "São dois times de tradição, com três títulos cada, mas o Nacional foi vencedor em uma época anterior. São histórias parecidas, e quando se passa por isso, faz história. Há um respeito mútuo", afirmou Rogério Ceni. Os rivais ainda apresentam outra coincidência em Libertadores. Assim como o São Paulo, o Nacional também disputou seis finais da competição sul-americana. O time uruguaio, além dos anos que foi campeão, chegou à decisão em 1964, 67 e 69. Já o São Paulo foi vice em 1974, 94 e 2006.

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