Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

São Paulo tenta se reinventar com os reservas em Campinas

Contra a Ponte Preta, time joga para acabar com a crise interna

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

15 Março 2015 | 07h00

Sobrou para os reservas do São Paulo a complicada tarefa de enfrentar a Ponte Preta, neste domingo, 16h, em Campinas, e ajudar a restaurar um ambiente tranquilo no clube. Acabar com a crise nos bastidores com um bom rendimento em campo é fundamental para a equipe se preparar para o jogo com o San Lorenzo, pela Copa Libertadores, na próxima quarta, no Morumbi.

A responsabilidade ganha peso também pela qualidade do adversário. A Ponte Preta não perde há nove rodadas e tem a quinta melhor campanha da competição – só perde para os quatro grandes do Estado.

A partida encerra uma semana conturbada do São Paulo. A segunda derrota para o Corinthians no ano deixou o time abatido e, na sequência, a má atuação na vitória por 1 a 0 contra o São Bento fez a torcida vaiar os jogadores. A situação piorou após o apito final, quando o técnico Muricy Ramalho reclamou que o clube está dividido e ele tem sofrido perseguição nos bastidores.

Diante de tanta pressão, o treinador vê a Libertadores como a principal solução para corrigir o ambiente. Por isso, nada de arriscar a perder jogadores ou de pensar que uma possível derrota em Campinas seja um resultado tão negativo.

"O grande jogo-chave é na quarta, mas a partida de domingo é importante para dar sequência tanto às vitórias, como para garantir confiança para a equipe", explicou o volante Hudson.

O jogador será titular e foi bastante elogiado por Muricy pela boa atuação contra o São Bento, quando entrou no segundo temo e sofreu o pênalti que originou o gol da vitória. Dos principais jogadores, somente o goleiro Rogério Ceni deve atuar em Campinas.

O técnico vai dar descanso a atletas que estão desgastados, como Michel Bastos, e aposta na recuperação dos lesionados Souza, Luis Fabiano e Dória para ter força máxima na quarta.

No São Paulo, o confronto com os argentinos é considerado um mata-mata antecipado. Como no grupo o Corinthians é líder disparado, os dois encontros com os atuais campeões da Libertadores viraram partidas eliminatórias.

OPORTUNIDADE

O confronto com a Ponte Preta passou, então, a abrir espaço para alguns jogadores que não vinham atuando. O lateral-esquerdo Carlinhos voltou a jogar na quarta-feira após 40 dias afastado por tendinite no joelho e deve ser mantido para adquirir o ritmo de jogo. Reserva, o atacante Ewandro, de apenas 18 anos, também pode ter a chance de ser titular.

O principal exemplo de oportunidade é a que será dada para Rodrigo Caio. O zagueiro de 21 anos deve ser reserva, mas volta a ser relacionado para um jogo depois de sete meses parado.

Nesse período, o defensor foi submetido a uma cirurgia no joelho esquerdo e passou os dois últimos meses em treinos para recuperar a forma física. Ainda sem ritmo de jogo, volta a participar do time justamente em um momento delicado. "Vencer a Ponte Preta vai incentivar a torcida a nos apoiar na quarta-feira, pela Libertadores", comentou o zagueiro.

FICHA TÉCNICA

PONTE PRETA X SÃO PAULO

PONTE PRETA: João Carlos; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Jeferson; Fernando Bob, Bruno Silva, Renato Cajá e Roni; Biro Biro e Wellington. Técnico: Guto Ferreira.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Auro, Lucão, Paulo Miranda e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Boschilia; Jonathan Cafu, Ewandro e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho.

Juiz: Marcelo Ribeiro de Souza

Local: Moisés Lucarelli, em Campinas 

Horário: 16h

Na TV: Globo e Band

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