São Paulo terá Rafael na lateral

Em todos os clube pelos quais trabalhou, Oswaldo de Oliveira, o novo técnico do São Paulo, ganhou a simpatia de seus atletas e a fama de ?paizão? por seu jeito calmo e a conversa franca. Esta maneira de agir, está tentando implantar no clube. Tanto que descartou, no momento, mudanças no elenco. ?Neste momento, não há nenhuma lista de dispensas?, disse. ?Todos terão uma chance e só depois serão avaliados?, concluiu, adiantando que usará o Supercampeonato Paulista como labotatório, para analisar as posições carentes. Ele garante muito cedo para ter um time-base. Mas um jogador será presença certa no clássico de domingo, contra o Palnmeiras, em São Caetano. Com Belletti defendendo a seleção brasileira e Gabriel contundido, o lateral-direito Rafael será o titular. ?É um atleta que conheço bem, que fez grandes jogos pelo Guarani no Paulista de 2001?, lembrou. ?Tenho de agarrar com unhas e dentes esta chance?, disse Rafael, que chegou ao São Paulo no início do ano. Quando ia estrear, diante do Guarani, em Campinas, torceu o joelho direito e ficou afastado por três meses. Até hoje, atuou apenas 10 minutos pelo clube. Por ironia, agora ganha a vaga por causa da contusão de um companheiro. ?Sabia que Deus estava preparando algo especial para mim?, disse o jogador, natural de Ilha Solteira, interior de São Paulo, onde iniciou a dar os primeiros chutes, aos seis anos. Mas aos 8 anos é que decidiu entrar para a carreira de jogador. E obrigado. Além do futebol, Rafael fazia natação no Clube Atlético Ilha Solteira |(CAIS). Seu professor, Luís Carlos, chamou sua mãe, Benendita e pediu que ela decidisse o que queria para o filho. Rafael optou pelo futebol. Rafael defendeu o Guarani, clube onde ainda tem vínculo, por 7 anos até se transferir para o Vasco, em 2001. Hoje, tem contrato com o São Paulo até dezembro. Garoto simples, mora no Centro de Treinamento da Barra Funda, onde tem a companhia de Lúcio Flávio. Como não conhece a cidade, só sai para ir a locadora ou aos shoppings West Plaza e Center Norte. ?Mas faço o mesmo caminho, senão me perco.? Contato com a família, só por telefone. Não vê os pais desde o fim do ano e a fica entre dois e três meses distantes da noiva Fernanda, que mora no Mato Grosso do Sul.

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