São Paulo: Torcida faz festa no embarque

O aeroporto internacional de Cumbica parou com o embarque do São Paulo para o tão aguardado Mundial de Clubes, que acontece no Japão, a partir do dia 11 ? o São Paulo estréia dia 14. Mais de mil torcedores tomaram o saguão de embarque. Faixas espalhadas por todos os lados e a bateria da Torcida Independente a postos aguardando a chegadas dos ídolos. A expectativa só aumentava com o passar do tempo. Até que chegou a informação de que o vôo para Frankfurt, onde o São Paulo fará conexão antes de seguir para o Oriente, havia sido atrasado em uma hora (das 19h45 para às 20h45).A massa tricolor resolveu então ir para o lado externo do aeroporto. Tomou conta da pista com seus bandeirões e deu início à festa mesmo muito antes de o ônibus com os jogadores aparecerem. Os famosos cânticos de guerra e uma canção que diz, em um de seus trechos: ?... vamos ser campeões no Japão!? E, claro, o hino do clube, cantado a exaustão.Não demorou para que os dois policiais que guardavam uma das entradas percebessem que seria preciso reforço. Que não tardou em chegar. Logo apareceram cinco camburões. Empurraram os torcedores para um canto e estacionaram justamente em frente ao acesso ao aeroporto. A torcida não se intimidou. Continuou a festa, e todo o ônibus que aparecia era motivo suficiente para que os gritos ganhassem força. Outro camburão apareceu. Logo vieram mais alguns policiais de motos e, em seguida, outros da cavalaria.Pouco antes das 19 horas, houve corre-corre, depois que um ônibus da empresa que geralmente transporta os jogadores até o estádio passou em frente à entrada, que estava tomada pelos torcedores e só parou depois de 30 metros. Um verdadeiro arrastão. Ninguém queria perder a oportunidade, pelo menos, de chegar perto de algum dos jogadores. Alarme falso. Somente depois de cerca de dez minutos os torcedores puderam ter a certeza de que o ônibus estava chegando. A escolta de alguns batedores da PM deu a dica. Cumbica se transformou no Morumbi.A PM tentou fazer um cordão de isolamento para os atletas descerem do ônibus, mas foram engolidos pela massa. O técnico Paulo Autuori foi o primeiro a descer, escoltado por três ou quatro seguranças que o clube contratou. Ouviu seu nome gritado e foi praticamente arrastado para dentro da sala de embarque. Depois, vieram Rogério Ceni, Lugano, Mineiro, Flávio Kretzer, e até o garoto Thiago Ribeiro não escapou do assédio. Cicinho embarcou com a namorada, a modelo Mari Alexandre, a tira colo. ?Não esperava por isso?, repetia Ceni, quase carregado pelos seguranças. ?Vamos retornar com o título para eles?, prometeu o zagueiro Lugano, disparado o mais assediado.O diretor de futebol Juvenal Juvêncio não escondia o otimismo. ?Domingo o Grafite jogou os 90 minutos e mostrou que está bem. E também temos o Aloísio, que vai reforçar ainda mais o nosso poder de fogo?, afirmou. ?Quando começou a Libertadores, eu disse que tínhamos apenas um time competitivo. E continua sendo competitivo para o Mundial.?A surpresa ficou por conta da presença de Flávio Donizete. O zagueiro de 21 anos foi chamado à última hora para compor a delegação, já que a comissão técnica se mostrou receosa quanto à recuperação de Alex, que torceu o tornozelo no jogo-treino de quinta-feira. Alex garantia já estar bem. O São Paulo tem até 24 horas antes da estréia para fazer a alteração em sua lista com 23 jogadores. A chegada ao Japão está prevista para acontecer na quarta-feira cedo (horário local). À tarde, a equipe já faz seu primeiro treino no Oriente.

Agencia Estado,

05 de dezembro de 2005 | 20h18

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