São Paulo trabalha para ter Aloísio no clássico

'Não tem outro jogador igual a ele no futebol brasileiro', reconhece seu companheiro Jorge Wagner

Alfredo Luiz Filho, Jornal da Tarde

24 de janeiro de 2008 | 20h38

O São Paulo trabalha duro para ter Aloísio no clássico contra o Corinthians, domingo, no Morumbi. Nesta quinta, pela primeira vez nos últimos seis dias, o atacante trocou a sala do Reffis por um treino solitário em um dos campos do CT da Barra Funda. Prova de que as dores no púbis já não incomodam como antes. Veja também: Carlos Alberto treina bem e deve estrear no clássico O esforço em recuperá-lo tem explicação. Muricy Ramalho já percebeu que o substituto Borges, apesar do faro de gol, não está dando conta do recado. Basta ver o quanto ele sofreu diante da marcação do Ituano, na quarta-feira. E um jogador que faça o papel de pivô dentro da área adversária, como Aloísio sabe fazer muito bem, é tudo o que o São Paulo está precisando. Para casar com o estilo de jogo de Adriano. "Não tem outro jogador igual ao Aloísio no futebol brasileiro. Um centroavante brigador, que incomoda, que segura os zagueiros. Ele não poderia ficar de fora desse clássico", reconhece Jorge Wagner. "Mas sem tirar os méritos do Borges, que tem outra característica e também é importante." A comissão técnica, porém, adota cautela em relação ao retorno do grandalhão. A idade avançada - completa 33 anos no dia do clássico - já não favorece Aloísio. Toda recuperação é mais lenta e, nesse caso, não é diferente. Apressar sua volta poderia prejudicá-lo, pois ele pode voltar a sentir a lesão no púbis. Vale lembrar que, no ano passado, o atacante viveu situação semelhante às vésperas do clássico contra o Corinthians, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Fez tratamento intensivo para se curar de uma lesão muscular, mas logo no primeiro minuto arriscou um chute e voltou a se machucar - foi substituído por Diego Tardelli. O jogo terminou 1 a 1. Nesta quinta, Aloísio fez exercícios e correu por cerca de uma hora. Não reclamou de dores. Depois retornou à sala do Reffis para completar o tratamento, que inclui compressas de gelo e um pouco de musculação. Nesta sexta-feira, se estiver bem, deverá participar normalmente do treino com o restante do elenco, aumentando as chances de encarar o Corinthians.

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