São Paulo treina finalizações para acabar com a falta de gols

Com apenas sete gols marcados em seis rodadas no Paulistão, Muricy quer melhorar o ataque são-paulino

Guilherme Carvalho, Jornal da Tarde

05 de fevereiro de 2008 | 18h51

Com apenas sete gols marcados em seis rodadas no Campeonato Paulista, o ataque é o setor do São Paulo a ser corrigido pelo técnico Muricy Ramalho. Embora não goste de tocar no assunto, o treinador dedicou boa parte do treino desta terça-feira para tentar corrigir problemas de finalização. A outra parte foi usada para repetir situações de ataque contra defesa. Veja também: Reasco tem volta confirmada à lateral-direita são-paulina "Não é questão de estar preocupado com o ataque. Ano passado vieram com o mesmo papo e fomos campeões brasileiros. O problema é que hoje em dia não existe mais coletivo, não temos mais tempo para isso. O negócio então é treinar posicionamento e fundamento", esbravejou o técnico ao ser questionado se estava tentando corrigir os problemas ofensivos. "É preciso analisar um time como um todo. Às vezes, quando o ataque não vai bem, é porque tem pouca gente chegando lá na frente. Assim como, quando a defesa está tomando muito gol, é porque a marcação lá frente também dá espaços", comentou. O fato é que, mesmo com a chegada de Adriano, o ataque ainda é o setor menos produtivo do São Paulo. Enquanto a defesa permanece sendo o destaque da equipe - é a melhor do campeonato, mesmo após a saída de Breno e mudança do 3-5-2 para o 4-4-2 -, o ataque ostenta o pior desempenho nas seis primeiras rodadas do Paulistão dos últimos 18 anos. E, mesmo não admitindo, Muricy demonstra nos treinamentos que está mesmo tentando minimizar o problema. Nesta terça, Borges, Adriano e Carlos Alberto treinaram finalizações e estiveram entre os últimos a sair de campo. Carlos Alberto, que ainda não está com 100% de sua forma física, ficou esgotado. "Tenho que abusar um pouco mais dele, pois está há muito tempo sem jogar", justificou Muricy. Finalizações à parte, o técnico pode ganhar um reforço no setor ofensivo para a partida de quinta-feira contra o São Caetano, no Morumbi. Aloísio treinou bem nos últimos dias e pode até começar jogando ao lado de Adriano. A dupla foi bem no segundo tempo da partida contra o Guaratinguetá, na estréia do Paulistão e é a preferida de Muricy. "Mas vamos ver ainda se dá para o Aloísio começar jogando. Precisamos conversar mais até o momento do jogo", afirmou o técnico. Se Aloísio jogar, vai sobrar para Borges. O treinador ri da hipótese de escalar o time com três atacantes. "Isso não existe. Em 2006 queriam a seleção com quarteto, quinteto, sexteto...depois perdeu e não queriam mais", resmungou. "Se ainda tivesse algum atacante que recompõe mais, como o Leandro." Se no ataque ainda resta uma dúvida, o resto do time está praticamente definido. Reasco entra na vaga de Joilson e Júnior deve ocupar a lateral-esquerda. Os volantes serão Zé Luís e Fábio Santos. Segundo Muricy, o time deve entrar em campo no 4-4-2, já que há poucos zagueiros disponíveis. "O Juninho ainda precisa de mais treino para voltar, por isso só sobram três e um deles deve ir para o banco", disse o técnico, que terá o zagueiro Aislan e o atacante Arlon no banco na quinta-feira. Os dois estava treinando em Cotia.

Tudo o que sabemos sobre:
São Paulo FCPaulistão A-1

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.