São Paulo usa experiência de Lugano

Libertadores é sinônimo de guerra, provocação. Nesta competição, times de capacidade inferior muitas vezes ganham jogos se beneficiando da artimanha da catimba. Mas, se depender do uruguaio Diego Lugano, o The Strongest não terá como tirar proveito dessa arma. "Na altitude, os rivais costumam correr muito no começo e dizer para gente se poupar, que vai faltar ar", lembra o zagueiro do São Paulo, antes de revelar sua tática para a partida desta quinta-feira em La Paz. "Atuar fora de casa é difícil, os rivais procuram ter vantagem de qualquer jeito. Mas quando chegar perto vou dizer: ?cuidado, estou melhor que você?."Nascido em Canelones, cidade do interior a 100 km da capital Montevidéu, Lugano aprendeu cedo a lidar com provocações, convivendo com jogadores maduros e consagrados. "Antes ficava bravo, agora dou risada", admite.Principal jogador da defesa são-paulina, da qual é titular desde o início de 2004, Lugano será o responsável por orientar e acalmar os jovens Alex e Edcarlos, estreantes em Libertadores. Tudo porque adora falar em campo e por já ter atuado nos 3.670 metros da altitude de La Paz. "Dizem que sou o mais experiente, mas eles não são mais bebês de peito. O Edcarlos já disputou Sul-Americano pela seleção e, apesar dos 20 anos (na verdade tem 19) tem cara de 28", diz o zagueiro uruguaio. Lugano já disputou 3 Libertadores, duas pelo Nacional-URU e uma, em 2004, pelo São Paulo.E a altitude, atrapalha? "É um efeito lamentável, mas em 2003 jogamos lá (4 a 1 sobre o mesmo The Strongest, pela Copa Sul-Americana) e fomos muito bem", conta.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.