São Paulo vai à final como favorito

Tradição não ganha jogo nem torna um time campeão, mas se depender do peso da história, o São Paulo entra como favorito diante do Atlético-PR, no primeiro jogo da final da Taça Libertadores, às 21h45, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Ao contrário do adversário, que chega pela primeira vez à decisão, o time do Morumbi já venceu a competição duas vezes - 1992 e 1993 - e tenta manter a escrita de nunca ter perdido para times brasileiros em decisões continentais. O técnico Paulo Autuori reconhece o peso da história num confronto como este, mas não acha que é fator determinante. "O que vale é ter um time mais acostumado a decisões. Mas a verdade do jogo se conhece em campo", afirmou o treinador. É a primeira vez que dois times brasileiros decidem a Libertadores - até 1999, o regulamento não permitia -, mas já ocorreram 13 finais entre clubes de um mesmo país na América do Sul. Três delas com vitória do São Paulo: na Supercopa, contra o Flamengo, em 1993, e na Recopa - que reunia o campeão da Libertadores e da Supercopa -, contra Cruzeiro, em 1992, e diante do Botafogo, em 1993. As conquistas são-paulinas ocorreram na Era Telê Santana, que o time tem a chance de resgatar este ano, se for campeão. "É um título que persigo na minha carreira, um objetivo que busco há muito tempo", diz o goleiro Rogério Ceni, reserva de Zetti na época. Experiência - Mais do que a tradição, o São Paulo tem a seu favor a experiência, pois alguns jogadores do elenco já fizeram história na Libertadores, casos do atacante Luizão, maior artilheiro brasileiro no torneio - 27 gols - e campeão pelo Vasco, em 1998, e o lateral-esquerdo Júnior, que levantou a taça em 1999, pelo Palmeiras. "Tenho muita identificação com a Libertadores e ser campeão agora, que estou perto de encerrar a carreira, será muito importante", disse o atacante, de 30 anos. "Esse é um momento mágico para todos nós", diz o lateral. "O jogador que é campeão da Libertadores entra para a história do clube, e ninguém pode apagar isso", diz Júnior, que chegou à final nas três Libertadores que disputou. Luizão tem a receita para ter sucesso na competição continental. "Só jogar com técnica não conta tanto. É preciso ter espírito de luta", diz, alertando para as armas do adversário. "O Antônio Lopes (técnico do Atlético-PR) já venceu a Libertadores (com o Vasco, em 1998) e sabe motivar seus jogadores". Paulo Autuori garante que o São Paulo não vai mudar suas características e confirmou a volta de Cicinho na lateral-direita, além do esquema com três zagueiros. "Temos mantido o nível de apresentações dentro e fora de casa. Precisamos melhorar em alguns detalhes, mas já mostramos maturidade", comenta. "Já atuamos contra Palmeiras e River Plate, jogos que tiveram clima de final".

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