Martin Alipaz|Efe
Martin Alipaz|Efe

São Paulo vai apelar à Conmebol contra expulsão de Calleri

Clube prepara material para anular suspensão do atacante

O Estado de S. Paulo

22 de abril de 2016 | 12h00

São Paulo promete apelar à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para ter em campo o atacante Calleri na próxima quinta-feira, contra o Toluca, no Morumbi, pela Copa Libertadores. Por considerar injusta a expulsão do argentino ao fim do empate em 1 a 1 com o The Strongest, em La Paz, nesta quinta, o clube vai tentar reverter a punição automática para poder escalar o artilheiro da competição com oito gols marcados.

O jogador recebeu o cartão vermelho quando entrou em campo no fim do jogo para comemorar a classificação do time para as oitavas de final. A presença dele causou uma confusão e o atacante acabou agredido pelos adversários. "Vamos ir à Conmebol porque queremos esperar o informe do árbitro, para ver o que põe na súmula . Tem rumores de coisas que não são legais que aconteceram", disse o técnico Edgardo Bauza.

Calleri marcou o gol que classificou o São Paulo para a segunda fase da competição. Antes do jogo, uma entrevista dele irritou os jogadores do time boliviano. "O Calleri tinha dado uma declaração que não queria pegar o Boca Juniors nas oitavas de final e eles se sentiram ofendidos. Mas antes tinham feito graça com a nossa equipe. Viemos aqui calados e conseguimos a clssificação", comentou o meia Ganso em entrevista para o canal Fox Sports

No primeiro encontro entre os clubes o time boliviano levou a melhor ao vencer por 1 a 0 no Pacaembu, em fevereiro. No dia seguinte, os jogadores apareceram em um vídeo gravado no hotel em que comemoravam o resultado e debochavam do São Paulo.

Bauza criticou o comportamento dos bolivianos ao fim do jogo. "Foi uma vergonha o que se passou. Não quero dar nomes, mas sei perfeitamente tudo que se passou, quem começou tudo. Uma falta de respeito.Estamos enojados, vamos levar vídeos para a Conmebol e queremos ver o que os árbitros colocaram na súmula", afirmou.

O meia Michel Bastos explicou que antes do apito final já havia começado uma confusão nos bancos de reservas das equipes. "Alguém da comissão deles agrediu alguém da nossa comissão. No fim, nada mais do que normal, fomos comemorar a classificação. O Calleri foi tentar separar e acabou sendo expulso. Ninguém sabe o porquê disso."

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