Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

São Paulo vai convocar reunião extraordinária para ouvir Ataíde

Encontro servirá para ouvir áudio e consultar informações de dossiê

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 17h34

O São Paulo vai ter uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para avaliar o material colhido pelo ex-vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro contra o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar. O encontro deve ser no dia 22 deste mês, quando os membros vão ouvir o áudio gravado em conversa entre os dirigentes e apreciar a moção de desconfiança elaborada contra o mandatário já no fim de setembro.

"Pretendo na terça-feira cuidar disso, para fazer a convocação para o dia 22", contou o presidente de Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. "Por toda a questão que ocorreu com o São Paulo, devemos nos reunir para esclarecimento, conhecimento e deliberação. O que se passou com o Ataíde é o tema mais palpitante", explicou.

Em comunicado na tarde desta sexta-feira, Ataíde afirmou que só vai falar sobre as denúncias nas reuniões do Conselho. O dirigente deixou o cargo na manhã de terça-feira depois de se desentender com Aidar durante reunião em um hotel em São Paulo. A saída levou o presidente a solicitar horas depois o pedido de demissão coletiva de toda a diretoria.

Fora do cargo, Ataíde rompeu com Aidar e avisou ter provas de irregularidades na gestão do presidente, como desvio de verbas em transferências, pagamento de comissão à namorada. O ex-vice de futebol diz ter a gravação de uma conversa em que o mandatário fala sobre práticas ilícitas dentro do clube. O material deve ser ouvido na reunião e discutido entre os membros.

Na última reunião ordinária do Conselho, no fim de setembro, Leco recebeu uma moção de desconfiança assinada por 62 membros da oposição. O item não chegou a ser incluído na pauta e nem deve ser adicionado agora, porém será discutido. "A moção de desconfiança será abordada. Não podemos ignorar a existêencia dela, mas como não devemos ter quórum de 180 pessoas (75% de presença), não terá como ser votada".

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