São Paulo vê evolução e volta entusiasmado da Colômbia

Jogadores acham que pressão sofrida contra o Nacional de Medellín foi um bom teste para o grupo

Giuliano Villa Nova, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2008 | 21h11

A disposição mostrada pelos jogadores no empate por 1 a 1 com o Nacional de Medellín, quarta-feira à noite, na Colômbia, deixou o São Paulo entusiasmado. Para os são-paulinos, a postura do time, que suportou a pressão do adversário e voltou para o Brasil com um ponto ganho na estréia na Libertadores, pode ser vista como um divisor de águas na temporada. Veja também: Adriano desembarca em Cumbica sem uniforme do São Paulo Pela Libertadores, Muricy poupa jogadores contra o Mirassol Juvenal Juvêncio reclama de 'recepção de índio' na Colômbia Bate-pronto - São Paulo: engrena ou emperra de vez? Milan pensa em tirar zagueiro Alex Silva do São Paulo "Conversamos que não poderíamos começar mal a Libertadores, por isso tivemos uma nova postura e um espírito mais aguerrido", revelou o volante Zé Luís, que foi titular na Colômbia. "A pressão que enfrentamos foi muito grande, principalmente porque saímos atrás no placar e fomos buscar o empate", lembrou o zagueiro André Dias. De fato, a força de vontade da equipe compensou as mesmas falhas mostradas desde o início do Campeonato Paulista. Ainda desentrosado, o São Paulo teve duas estréias no jogo de quarta-feira - o meia-atacante Éder Luiz e o lateral-direito Éder - e foi incapaz de criar muitas chances de gols, mas também evitou que o goleiro Rogério Ceni fosse muito ameaçado.  "A defesa teve uma postura melhor do que nos últimos jogos, conseguimos segurar o adversário e estávamos mais ligados", afirmou o zagueiro Miranda, autor do gol são-paulino no empate com o Nacional. Depois de criticar a baixa produção no Paulistão, até o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, fez questão de exaltar a exibição na Colômbia. "Acredito que foi um recomeço de ano para o São Paulo", disse o dirigente, nesta quinta-feira, no desembarque na capital paulista. "Tínhamos feito apenas um bom jogo até agora, contra o Santos, mas, desta vez, o time entrou mais consciente." O resultado em Medellín também pode ser importante para a classificação à próxima fase da Libertadores. O Grupo 7 é liderado atualmente pelo Sportivo Luqueño, do Paraguai, que venceu na estréia: 2 a 1 sobre o Audax Italiano, no Chile. Se derrotar o mesmo Audax Italiano, na próxima quarta-feira, no Morumbi, o São Paulo pode até pular para a liderança da chave, a depender do resultado entre Nacional x Sportivo Luqueño, que se enfrentam na Colômbia, no dia seguinte.  "Nosso grupo é um dos mais equilibrados da Libertadores, e somar pontos fora de casa é fundamental", avaliou Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo. ENTRANDO NUMA FRIAÉder Luiz estreou pelo São Paulo contra o Nacional e suportou bem o ritmo do jogo. Apesar de estar há menos de uma semana no clube, ele ficou em campo os 90 minutos e festejou a sua atuação. "O mais importante é que o elenco e o Muricy (técnico Muricy Ramalho) confiaram em mim", disse o atacante, que veio por empréstimo do Atlético-MG. "Na véspera do jogo, o treinador perguntou se eu poderia fazer a mesma função que o Leandro exercia, e cumpri o que ele pediu." Pior foi para o lateral-direito Éder, que entrou em campo a poucos minutos do fim do jogo, no lugar de Joilson, e ajudou a equipe a segurar o resultado. "O jogador tem de estar preparado para essas situações", admitiu o outro estreante são-paulino, que veio do Noroeste. "Quando fui para o banco de reservas, fiquei na expectativa de que poderia entrar e acho que fiz minha parte."

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