São Paulo vence Coritiba por 2 a 0

O São Paulo venceu o Coritiba por 2 a 0, neste sábado à tarde, em João Pessoa, e deu um passo decisivo rumo às finais da Copa dos Campeões. Mesmo sem jogar um bom futebol, o time de Nelsinho Baptista, comandado por Souza, só precisou de 10 minutos de bom futebol para quebrar o encanto do Coritiba na competição. Agora, para confirmar a sua classificação, no jogo de volta, quarta-feira, em Maceió, o São Paulo pode até perder por um gol de diferença. O primeiro tempo foi muito ruim. O duelo tático entre Ivo Nortamann e Nelsinho Baptista ficou concentrado praticamente no meio-de-campo, deixando os dois ataques a maior parte do tempo distante da bola. Depois de estudar meticulosamente o desempenho do Coritiba nos dois jogos da fase anterior, contra o Corinthians, o treinador são-paulino apostou numa marcação tão forte quanto a do adversário no meio-de-campo e acabou travando o setor. Teoricamente Nelsinho conseguiu anular a força do 3-5-2 utilizado por Wortmann ao fazer com que os dois laterais são-paulinos batalhassem com os dois alas adversários. Fechando os espaços por ali, Nelsinho ´matou´ ofensivamente o adversário. Ofensivamente, porém, a alternativa de jogar com França e Luís Fabiano mais ´enfiados´ na área não foi o bastante para anular o zagueiro da sobra, já que o volante Messias também fazia uma função parecida com a do líbero, mas à frente da zaga. Na prática, o São Paulo também acabou sendo uma vítima der seu próprio esquema e quase não chegou à área adversária. Para complicar ainda mais a qualidade da partida, o Coritiba também se mostrou inflexível taticamente. Como se estivesse satisfeito com a situação, em momento algum seus dois volantes passaram da linha divisória do campo. A opção de jogar em cima de um eventual erro do São Paulo também se mostrou ineficiente diante do bom desempenho ofensivo de Douglas, Alexandre e Fábio Simplício. O resultado de todo esse ´imbróglio´ no meio de campo foi um jogo tecnicamente muito fraco e sem nenhuma emoção. Os dois goleiros não fizeram nenhuma grande defesa. E as chances de gol foram rigorosamente iguais: Simplício aos 24 e Mabília aos 38 minutos foram os responsáveis pelas duas jogadas de ataque que poderiam terminar em gol. No segundo tempo o Coritiba voltou com o zagueiro Cris no lugar do atacante Marquinhos. Cris passou a jogar na ala esquerda e Enílton voltou a jogar como atacante. Ofensivamente, a mudança funcionou: o Coritiba começou a aparecer com maior freqüência no campo são-paulino, até que o técnico Nelsinho também resolveu mexer no São Paulo. Ao trocar Carlos Miguel por Souza e Reginaldo Araújo por Fabiano, o treinador são-paulino alterou toda a estrutura tática de sua equipe. Além de melhorar o desempenho geral do time, Nelsinho deu sorte. Logo na sua primeira jogada, aos 22 minutos, Souza avançou pela esquerda e cruzou para a área. Fabiano, também em sua primeira participação no jogo, antecipou aos zagueiros e fez 1 a 0. Em desvantagem no placar, o Coritiba cometeu a sua primeira imprudência: saiu para o ataque. E foi surpreendido pelo próprio veneno, cinco minutos depois. Num contra-ataque rápido, Luiz Fabiano foi seguro por Paulo Roberto quase em cima da meia lua. Já com o cartão amarelo, Paulo Roberto deveria ter sido expulso de campo pelo árbitro Luciano Almeida. Mas, na cobrança, fez-se justiça: Rogério Ceni jogou a bola no ângulo esquerdo de Marcelo Cruz e decidiu a sorte da partida.

Agencia Estado,

30 de junho de 2001 | 18h15

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.