Raul Arboleda/ AFP
Raul Arboleda/ AFP

São Paulo vai em busca de virada inédita na Colômbia

Ainda sem vencer fora de casa na competição, Tricolor precisa tirar diferença de dois gols do Nacional, o que nunca ocorreu em semis de Libertadores

O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2016 | 07h00

A busca por um dos maiores feitos da história move o São Paulo para esta quarta, em Medellín, na Colômbia, anular a vantagem de 2 a 0 construída no jogo de ida pelo Nacional para chegar à final da Copa Libertadores. A tarefa ganhou o status de desafio, quase uma busca pelo milagre, pelo contexto da competição e pela dura derrota no Morumbi.

Com a possível presença de mais de 40 mil torcedores contra no estádio Atanasio Girardot o São Paulo tentará uma série de feitos inéditos para chegar à sétima decisão de Libertadores da história. A lista, por exemplo, inclui vencer pela primeira vez como visitante na competição e virar uma vantagem jamais conseguida em todas as semifinais do torneio.

O São Paulo precisa ao menos repetir os 2 a 0 para levar para os pênaltis. Se ganhar por três gols de diferença ou mais, estará na decisão.

A dificuldade da missão aumenta pelos desfalques de Maicon, suspenso, e dos lesionados Kelvin e Ganso. O camisa 10, aliás, está de saída para o Sevilla e deve dar adeus mais cedo se o time for eliminado nesta quarta (leia mais abaixo). Para a função dele, o técnico Edgardo Bauza vai apostar no argentino Centurión, que volta após ficar três jogos suspenso por cuspir em um jogador do Toluca.

“Não temos apenas que fazer gols. Isso é importante, mas a equipe tem de fazer um jogo inteligente. Vamos arriscar em alguns momentos, mas o Nacional é um adversário perigoso”, afirmou Bauza.

A preparação na Colômbia teve dois dias de treinos fechados. O último foi no estádio do Envigado, clube da região metropolitana de Medellín onde James Rodríguez, artilheiro da última Copa do Mundo, começou a carreira.

A atividade teve como baixa de última hora o volante João Schmidt. Com dores na coxa direita, ele chorou por estar decepcionado com a limitação física e vai dar lugar a Hudson.

O treinador argentino, adepto da organização tática e do futebol pragmático, mostrou irritação nesta terça ao ser perguntado sobre a necessidade de fazer gols como visitante, mas ter três volantes de origem na formação titular. “Tenho uma formação ofensiva em mente. Em algum momento posso colocá-la em campo”, afirmou Bauza.

FORÇA MÁXIMA

O Nacional, dono da melhor campanha da Libertadores, terá o retorno do meia Berrío, que cumpriu suspensão no Morumbi por ter sido expulso nas quartas de final, contra o Rosário Central.

O técnico Reinaldo Rueda tem reforçado para o elenco a ordem de evitar o relaxamento. Os jogadores prometem explorar os avanços do São Paulo para jogar no contra-ataque.

“A ideia deles é de buscar rapidamente um gol. Mas vão encontrar um time que toca bem a bola. Sempre fomos ofensivos, então não vamos mudar agora. Faltam 90 minutos para realizarmos o sonho de jogar uma final”, disse o volante e capitão Alexander Mejía. O clube tem duas finais de Libertadores no currículo. Em 1989, foi campeão e em 1995, perdeu para o Grêmio.

OBSTÁCULOS EXTRAS

Jejum de vitórias fora

O São Paulo não conseguiu vencer no campo do adversário nesta Copa Libertadores.

Histórico na temporada

Em 2016, o São Paulo fez 20 partidas como visitante até agora. Perdeu nove, empatou nove e ganhou apenas dois jogos - ambos por 1 a 0.

Campanha do adversário

O Atlético Nacional está invicto no Atanasio Girardot, com quatro vitórias e um empate.

Diferença de placar

Jamais na história da Libertadores um time que começou a semifinal perdendo por dois gols em casa conseguir inverter a diferença na segunda partida.

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