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São Paulo vive agitação na política

Assim que terminou a reunião de rotina do Conselho Deliberativo, terça-feira, no Morumbi, o presidente do São Paulo, Paulo Amaral, fez um desabafo a alguns amigos. "Não sou candidato à reeleição e não há Cristo nenhum que mude minha idéia." A afirmação mostra o difícil momento pelo qual o dirigente está passando e o conturbado momento político que o clube vive, embora, em campo, esteja comemorando a classificação para a final do Torneio Rio-São Paulo. A próxima eleição será em abril de 2002. Amaral iniciou o mandato há quase um ano, confiante e com o apoio de boa parte do conselho, mas está perdendo prestígio. Ele irritou alguns ?cardeais?, aliados, nos últimos meses. O estopim foi um acordo com a Federação Paulista de Futebol no início do ano. Nele, o presidente assumiu um compromisso abrindo mão do valor a que o São Paulo teria direito pelo aluguel do Morumbi nas finais do Paulista, caso o time se classifique. Não consultou, porém, os Conselhos Deliberativo e Fiscal para tomar tal medida e foi obrigado a "rasgar o contrato". Milton José Neves, conselheiro influente, ex-presidente do Conselho Deliberativo, era grande aliado. Votou em Amaral e lhe deu todo o apoio no início do mandato. Agora, mudou de lado. "É a 3.ª ou a 4.ª vez que ele toma decisão sem consultar o Conselho. Não é possível que seja tão inocente e não conheça o estatuto", comentou Neves. Um grupo de conselheiros decidiu marcar para março uma reunião para decidir qual atitude tomar em relação ao presidente. Certo é que seu sossego no clube acabou. O Estado tentou contatar Paulo Amaral nos últimos dias para explicar a situação, mas ele não retornou as ligações. Patrocínio - Na mesma reunião de terça-feira, o presidente contou aos conselheiros do São Paulo que não está conseguindo encontrar patrocinador. Sugeriu, até, a ajuda dos próprios ?cardeais? na busca por uma empresa. A Motorola deixa o São Paulo em abril.

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