JF Diorio/Estadão
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São Paulo vive indefinição sobre escolha de novo técnico

Clube negocia com Muricy Ramalho e Paulo Autuori, ambos com passagem pelo time tricolor

FERNANDO FARO, Agência Estado

08 de julho de 2013 | 08h05

SÃO PAULO - Paulo Autuori, Muricy Ramalho ou uma terceira opção? Mais do que analisar o desempenho do São Paulo no clássico, a pergunta que tomou conta dos bastidores era quem será o sucessor de Ney Franco no Morumbi. A diretoria oficialmente nega que tenha feito contato com os possíveis alvos, mas a procura por um treinador domina a agenda dos dirigentes.

Habitualmente firme em suas decisões, o presidente Juvenal Juvêncio desta vez está em sérias dúvidas sobre que rumo tomar. De acordo com uma pessoa próxima ao dirigente, ele não sente plena confiança nos nomes disponíveis e, independentemente de quem for o escolhido, a decisão será tomada com certa dúvida.

"O Juvenal está mais perdido que a Dilma (Rousseff, presidente da República), ele vai dizer que escolheu o nome a dedo, mas está sem saber o que fazer. Não me lembro de tê-lo visto assim antes", afirmou o amigo do presidente, que não quis se identificar.

Muricy seria a escolha mais óbvia por se tratar de um apelo da torcida, que insistentemente grita pelo comandante do tricampeonato brasileiro, e da ligação do treinador com o clube. Juvenal gosta da ideia, mas sabe que teria um problema político grande pela frente: 2014 é ano de eleição e o provável candidato da situação, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é desafeto de Muricy e tentou rifá-lo diversas vezes na sua última passagem pelo Morumbi.

Outra dúvida é se o treinador conseguiria dar padrão ao time após um final de trabalho ruim no Santos. Por fim, o salário é outro ponto de discórdia; Muricy precisaria reduzir pela metade os quase R$ 700 mil que recebia na Vila Belmiro se quiser voltar a comandar o São Paulo.

Por outro lado, as chances de Autuori parecem cada vez maiores depois do treinador marcar para esta segunda uma entrevista coletiva para possivelmente anunciar sua saída do Vasco por causa do atraso dos salários. Campeão da Libertadores e Mundial em 2005, ele goza de prestígio com a diretoria e foi apontado por Juvenal como um dos candidatos a assumir a vaga. A provável saída do Vasco apenas facilitaria o contato.

"Os dois são grandes amigos meus e excelentes treinadores. Não sei o que pensa a diretoria, depende deles. São grandes nomes com passagens de muito sucesso pelo clube e tenho certeza de que se for um deles, o time estará em boas mãos", afirmou o auxiliar Milton Cruz, que comandou a equipe na derrota por 2 a 0 para o Santos, no domingo.

A expectativa da diretoria é resolver a questão o mais rapidamente possível. O diretor de futebol, Adalberto Baptista, chegou a dizer que terça-feira era uma data em que as coisas poderiam ser definidas, mas o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, freou o colega. "Acho um pouco precipitado, mas vamos continuar trabalhando" ponderou. Juvenal foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.

ADEUS?

Wellington deve ser mais um a deixar o Morumbi. Ele tem propostas de Galatasaray e Inter de Milão e já aceitou, mas ainda faltam algumas pendências financeiras. "A chance de sair é forte", admitiu João Paulo de Jesus Lopes.

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