Rubens Chiri/ São Paulo
Rubens Chiri/ São Paulo

São Paulo volta a atrasar salários e direitos de imagem dos jogadores

Clube tem sofrido nos últimos meses com a falta de dinheiro e situação deve piorar após não conseguir vender nenhum atleta

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2020 | 18h04

O São Paulo tem atrasado pagamentos de salários e direitos de imagem dos jogadores desde o ano passado. Sem vender atletas, o clube presidido por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, convive com problemas no fluxo de caixa. Os vencimentos referentes a janeiro de 2020 ainda não foram pagos aos atletas, mas a diretoria prometeu quitar os débitos nos próximos dias.

Os salários de janeiro em carteira (CLT) deveriam ter sido pagos até a última sexta-feira, 7 de fevereiro, quinto dia útil do mês. No entanto, não foram depositados pelo clube aos jogadores. Os vencimentos referentes a direitos de imagem também estão atrasados.

Os atrasos já vinham acontecendo desde o ano passado. O clube registrou um déficit de R$ 180 milhões em 2019. As principais causas foram as quedas precoces da Libertadores da América e da Copa do Brasil, além da postura de não vender jogadores nas janelas de transferências.

Nos últimos meses, por exemplo, o São Paulo recusou propostas pelo zagueiro Walce e pelo atacante Antony. Em entrevista recente, o gerente de futebol Alexandre Pássaro explicou a postura do clube.

"Sentimos no mercado no ano passado, com a questão de déficit, os clubes apostando na nossa necessidade de venda para trazer valores para baixo. Por isso acabamos não concluindo negociações. Não fazia sentido depreciar um ativo nosso. Os jogadores do São Paulo, principalmente os mais novos, mas não só eles, estarão sempre girando no mercado. O importante é ratificar que o São Paulo tem ativos. Se quiséssemos resolver de um dia para a noite, venderímos os jogadores. O desafio é encontrar o balanço entre vender o atleta na hora certa e no momento adequado sem prejudicar o clube", disse.

Nesta janela de transferências, o São Paulo não contratou reforços. Os investimentos foram em jogadores que já estavam no elenco em 2019. O clube comprou o goleiro Tiago Volpi (estava emprestado pelo Querétaro, do México) e o lateral-direito Igor Vinícius (estava emprestado pelo Ituano) e garantiu a permanência do meia-atacante Vitor Bueno em negociação que envolveu a ida do centroavante Raniel para o Santos.

Tudo o que sabemos sobre:
São Paulo Futebol Clubefutebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.