São Paulo volta ao Brasileirão precisando sair do sufoco

Terminada a epopeia internacional que rendeu R$5 milhões aos cofres do clube, mas desgastou fisicamente um elenco diminuto, o São Paulo agora volta a pensar na dura realidade do Campeonato Brasileiro. A equipe faz contra a Portuguesa, neste domingo, a partir das 18h30, no Canindé, a partida que pode ser o divisor de águas na pior crise de sua história.

FERNANDO FARO, Agência Estado

11 de agosto de 2013 | 09h12

Vencer uma competidora direta pela sobrevivência na elite pode dar a injeção de ânimo para tirar o São Paulo da zona de rebaixamento e enterrar definitivamente a incrível série de derrotas sofridas nos últimos jogos - apenas uma vitória em 16 confrontos, diante do Benfica, pela Copa Eusébio, em Lisboa.

Mas um novo revés recolocará o São Paulo no olho do furacão e trará de volta a crise para o Morumbi após um curto período de otimismo. O elenco sabe que um resultado negativo não será tolerado pela torcida, que tem subido o tom das críticas nas arquibancadas à medida que o time acumula fracassos. "Nosso foco está no Brasileiro, porque o objetivo de todo o grupo é reagir imediatamente", disse o meia Jadson, ciente da impaciência da torcida com a série ruim.

A situação no campeonato é complicada, mas está melhor do que os jogadores imaginavam que estariam quando voltassem ao Brasil. O goleiro Rogério Ceni, por exemplo, dizia que imaginava voltar com o São Paulo na lanterna e a quatro ou cinco pontos de sair da degola, mas os tropeços dos rivais tornaram a missão um pouco menos árdua. O time tem um jogo a menos que o Criciúma, primeiro integrante do pelotão do desespero e que enfrenta a Ponte Preta no mesmo horário.

O elenco são-paulino acredita que o período fora do Brasil fortaleceu a união do grupo, o que fará o time atuar com uma entrega maior. Taticamente, porém, o time não deve ter grandes alterações. E será parecido com o que o torcedor viu nos últimos jogos.

Com pouco tempo para treinar durante a viagem, o técnico Paulo Autuori deve manter o esquema com três volantes para dar a Jadson liberdade total de ação. Mas não está descartada a entrada de Ganso, após o ótimo segundo tempo que ele teve contra o Kashima Antlers no Japão. A baixa será o zagueiro Edson Silva, que sentiu dores musculares e foi vetado. Assim, o volante Rodrigo Caio deve ser improvisado na defesa.

DESGASTE - O grande temor é que o desgaste físico provocado pelo excesso de jogos em curto espaço de tempo e pelas longas viagens mine a equipe fisicamente no decorrer do confronto com a Lusa. Foram mais de 78 horas de voo e quatro jogos em três países num espaço de apenas oito dias, uma maratona definida por Autuori como "terrível".

Precavido, o treinador mandou Rafael Toloi, Fabrício, Jadson e Osvaldo de volta ao Brasil antes do fim da viagem - não foram ao Japão -, para que eles estivessem em boas condições físicas. O quarteto se uniu a Luis Fabiano e Clemente Rodríguez, que estão livre de lesões e podem jogar. Todos fizeram um trabalho especial no período.

"No começo sentimos um pouco de cansaço, mas é normal pelo fato da intensidade dos trabalhos. Mas agora já sinto que estou bem fisicamente. Esse período vai fazer a diferença no jogo", afirmou Rafael Toloi. O restante do time será escalado de acordo com a condição física de cada um.

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